
A Polícia Civil do Amazonas deflagrou nesta sexta-feira (20/2) a Operação Erga Omnes para desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e violação de sigilo funcional.
A operação tem apoio de forças de segurança do Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, São Paulo e Piauí. Segundo a polícia, o envolvimento de outros estados está relacionado ao alcance das movimentações financeiras e às conexões operacionais identificadas durante as investigações.
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As apurações começaram após uma apreensão anterior de mais de 500 tabletes de maconha do tipo skunk, sete fuzis de uso restrito, duas embarcações, um veículo utilitário e aparelhos celulares. Um suspeito foi preso em flagrante na ocasião.
Com base nesse caso, a polícia instaurou inquérito para identificar a estrutura do grupo, incluindo responsáveis pelo comando, logística e financiamento. As investigações indicam que a organização atuava com divisão de tarefas entre núcleos operacional, financeiro e de apoio.
De acordo com os investigadores, o grupo usava rotas fluviais e terrestres para o transporte de drogas e alugava veículos em nome de terceiros para dificultar o rastreamento. Também foram identificadas empresas registradas nos ramos de transporte e locação com indícios de funcionamento apenas formal, supostamente utilizadas para movimentar e ocultar dinheiro de origem ilícita.
Relatórios de inteligência financeira apontaram transferências bancárias de alto valor entre investigados, empresas ligadas ao grupo e pessoas em diferentes estados. As análises indicam incompatibilidade entre o volume movimentado e a renda declarada pelos suspeitos.
A polícia também identificou ramificações do esquema no Amazonas, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Piauí e São Paulo, o que, segundo a investigação, sugere uma rede de fornecimento, financiamento e distribuição de drogas.
Com autorização judicial, foram extraídos dados de celulares apreendidos, que ajudaram a mapear as conexões entre os investigados e a estrutura financeira e logística do grupo. Há ainda indícios de tentativas de obtenção indevida de informações sigilosas sobre investigações, o que segue sob apuração.
Com base nas provas reunidas, a polícia pediu à Justiça o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, além da quebra de sigilos bancário e fiscal e do bloqueio de bens e valores. A operação busca interromper a atuação do grupo, preservar provas e rastrear ativos ilícitos.

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