
Os gastos da gestão Zema com infraestrutura voltada ao enfrentamento de danos provocados por chuvas em Minas Gerais caíram 96% entre 2023 e 2025, passando de R$ 134,8 milhões para R$ 5,8 milhões, conforme dados do Portal da Transparência estadual. O estado vive uma tragédia desde a madrugada de segunda-feira (23/2), quando temporais atingiram as cidades de Juiz de Fora e Ubá, resultando em ao menos 36 mortes, 33 desaparecimentos e 208 resgates com vida.
O levantamento considera programas vinculados à administração estadual, incluindo iniciativas ligadas ao Gabinete Militar, responsável pela Defesa Civil. Foram analisadas rubricas com menção a “chuvas”, classificadas como suporte a ações de resposta, gestão de desastres, mitigação de danos em rodovias e prevenção de eventos meteorológicos críticos. Em 2024, o valor pago caiu para R$ 41,1 milhões. Em 2025, até o momento, o montante empenhado soma R$ 16,1 mil nos dois primeiros meses do ano.
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Após os estragos registrados nos municípios da Zona da Mata, o vice-governador Mateus Simões anunciou a liberação de R$ 38 milhões para Juiz de Fora e R$ 8 milhões para Ubá. O governador Romeu Zema (Novo) informou que equipes do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura serão enviadas para mapear áreas de risco. Técnicos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de Minas Gerais e carretas humanitárias também foram mobilizados.
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Em entrevista coletiva, Zema afirmou ter determinado reforço imediato nas operações de salvamento. “Tão logo tomamos conhecimento da gravidade das ocorrências, ainda de madrugada, determinei ao coronel Rezende, chefe da Defesa Civil, que empenhasse todos os esforços possíveis para salvar o maior número de pessoas”, declarou.
Estado de calamidade pública
O governo federal reconheceu o estado de calamidade pública decretado pela prefeitura de Juiz de Fora. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou solidariedade e informou, ontem (24), ter mandado uma equipe de coordenação da Força Nacional do Sistema Único de Saúde à região afetada, enquanto a Defesa Civil Nacional atua em nível máximo de alerta.
Diante da previsão de novos acumulados, 24 ruas em quatro bairros — Três Moinhos, Vila Ideal, Esplanada e Paineiras — foram evacuadas, com estimativa de retirada de cerca de 600 famílias.

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