OPERAÇÃO

Ibama apreende ouro e destrói avião usado no garimpo ilegal no Pará

Operação com apoio da PF inutilizou aeronave, maquinário pesado e apreendeu combustível e ouro em unidades de conservação na divisa com o Amapá

Uma operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) resultou na apreensão de ouro e na destruição de uma aeronave utilizada para abastecer garimpos ilegais na região da Floresta dos Angelins Vermelhos Gigantes, na divisa entre Pará e Amapá.

A ação ocorreu entre os dias 3 e 8 de fevereiro, com apoio da Polícia Federal (PF), e teve como alvo estruturas logísticas que sustentam a atividade minerária clandestina na Estação Ecológica do Jari e na Floresta Estadual do Paru, na divisa entre Pará e Amapá.

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Durante fiscalização em uma pista de pouso no município de Laranjal do Jari, agentes ambientais interceptaram uma aeronave modelo Cessna 182P, adaptada para o transporte de carga e abastecida com suprimentos destinados aos garimpos ilegais. Conforme o Ibama, o monomotor foi inutilizado no próprio local, seguindo os protocolos de combate a crimes ambientais.

Além da aeronave, as equipes apreenderam mais de 200 gramas de ouro e aproximadamente 43 mil litros de combustível. Também foram destruídas quatro escavadeiras hidráulicas, dois tratores, um caminhão, 17 embarcações, 13 motores de popa, seis quadriciclos, cinco geradores e nove motores utilizados na extração mineral.

As diligências se concentraram em rotas estratégicas de abastecimento, incluindo aeródromos e os portos de Tapeoara e Itacara, utilizados para transportar máquinas, peças e mantimentos até áreas de difícil acesso no interior das unidades de conservação.

Segundo o Ibama, a ofensiva foi motivada pelo aumento dos alertas de garimpo na região conhecida como Floresta dos Angelins Vermelhos Gigantes, que abriga algumas das maiores árvores da Amazônia. Apenas em 2026, foram registrados 41 alertas de ocorrência de atividade minerária ilegal na área.

A Estação Ecológica do Jari é uma unidade de conservação federal de proteção integral, onde a exploração mineral é proibida por lei. De acordo com os órgãos federais, a atuação integrada busca interromper a cadeia logística que sustenta o garimpo ilegal e proteger ecossistemas considerados estratégicos para a biodiversidade amazônica.

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