ATO POLÍTICO

Ministras se unem em SP em ato contra o feminicídio e por memória de vítima

Cerimônia com ministras Márcia Lopes e Marina Silva abriu o mês das mulheres, com painel em memória da jovem brutalmente assassinada ao ser arrastada por um carro em movimento

Na manhã deste domingo (1º/3), o Governo Federal abriu a programação oficial do mês dedicado às mulheres com um ato em memória de Tainara Souza Santos. A jovem foi morta em novembro do ano passado, na zona norte de São Paulo, após ser arrastada por um carro conduzido pelo ex-namorado, na Marginal Tietê.

A homenagem ocorreu na Avenida Tenente Amaro Felicíssimo Silveira, ponto onde o crime aconteceu. O espaço passou a abrigar um painel produzido por grafiteiras, criado especialmente para manter viva a lembrança de Tainara. Familiares e amigos acompanharam a cerimônia, que reuniu representantes do governo federal.

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Entre as autoridades presentes estavam a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira. Márcia Lopes ressaltou iniciativas da União no enfrentamento à violência contra as mulheres e cobrou maior engajamento das administrações municipal e estadual. Ela mencionou Mauá, na Grande São Paulo, como exemplo de agilidade na condução de casos semelhantes.

“Foi um momento de memória, de escuta e de compromisso. As famílias transformam dor em mobilização e nos lembram que cada mulher assassinada carrega uma história, sonhos e afetos interrompidos pela violência”, relatou Márcia. “Como Ministras de Estado, reafirmamos que o enfrentamento ao feminicídio é dever do Estado brasileiro e exige políticas públicas integradas, prevenção, proteção e justiça.”

A ministra das Mulheres reforçou que o governo seguirá atuando de forma articulada para que a vida feminina seja prioridade absoluta. “Nenhuma violência pode ser naturalizada. Nenhuma vida pode ser esquecida. A vida das mulheres é inegociável”, completou. 

Marina Silva destacou que o ato memorial contempla Tainara Santos e todas as vidas interrompidas pelo feminicídio. “É preciso reafirmar sempre o compromisso público com a memória das vítimas, a promoção dos direitos das mulheres e a luta por um Brasil livre de feminicídio”, pontuou. 

Em um vídeo ao lado de Lúcia, mãe de Tainara, a ministra do Meio Ambiente afirmou que a justiça segue sendo buscada. Marina ainda argumentou que a causa também engloba os homens, chamando toda a população masculina para se juntar contra o feminicídio. “É uma luta de seres humanos que respeitam a vida e a dignidade”, resumiu. “A luta pela vida das mulheres é uma luta de todos os seres humanos.”

Lúcia também se pronunciou brevemente, agradecendo o apoio recebido. Segundo anunciado durante o evento, a região deverá receber em breve uma instituição voltada ao combate à violência contra as mulheres e ao acolhimento de vítimas. O ato marca o início das ações do Governo Federal em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março.

 

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