
A gripe passou a circular mais cedo no Brasil em 2026 e já provocou mais de 1,6 mil mortes, segundo o monitoramento epidemiológico. O avanço antecipado do vírus elevou os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) e colocou as autoridades de saúde em alerta, com reforço da vacinação como principal medida de proteção e prevenção de complicações.
Levantamento divulgado nesta quinta-feira (9/4) pela Fundação Osvaldo Cruz indica que o país registrou quase 32 mil casos de SRAG neste ano, com mais de 1,6 mil óbitos associados. A presença precoce do influenza A em várias regiões alterou o padrão observado em anos anteriores e aumentou a pressão sobre os serviços de saúde.
Dados do Instituto Todos pela Saúde apontam crescimento expressivo nos registros de influenza. Entre janeiro e meados de março de 2026, foram contabilizados 3.584 casos de SRAG causados pelo vírus, acima do registrado no mesmo período de 2025, quando houve 1.838 ocorrências. No mesmo intervalo, o Ministério da Saúde registrou cerca de 14 mil casos totais de SRAG e mais de 800 mortes por vírus respiratórios.
A síndrome respiratória aguda grave é um quadro clínico provocado por diferentes agentes infecciosos, como influenza, SARS-CoV-2 e vírus sincicial respiratório. As análises indicam predominância de casos associados à influenza A e B, com sinais de maior transmissão ligados a variantes específicas, entre elas o subclado K, identificado no país desde o fim de 2025.
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O comportamento do vírus segue tendência observada no hemisfério Norte, onde a circulação começou antes do outono. Esse cenário auxilia no planejamento das ações de vigilância e permite antecipar medidas de resposta, como a organização da rede de saúde e a ampliação da capacidade de atendimento diante do aumento da demanda.
Vacinação
Para conter o avanço da doença, a campanha nacional de vacinação contra a gripe começou em 28 de março, com meta de imunizar 90% dos grupos prioritários, entre eles idosos, crianças de seis meses a seis anos, gestantes, professores e profissionais de saúde.
A orientação das autoridades também inclui manter em casa pessoas com sintomas, medida já adotada por instituições de ensino após o aumento de casos, com o objetivo de reduzir a transmissão.
*Estagiária sob supervisão de Rafaela Gonçalves

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