
Uma mulher de 29 anos, suspeita de envenenar a própria filha, de apenas dois anos, em janeiro de 2024, foi presa na noite dessa quinta-feira (7/5) em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar (PM), ela estava foragida desde que a Polícia Civil (PC) concluiu que a menina havia sido envenenada. No momento do cumprimento do mandado de prisão, a suspeita estava com outro filho, de um ano.
Conforme o boletim de ocorrência da PM, a mulher passou por diversos bairros de Vespasiano e também de BH desde a expedição do mandado de prisão. A polícia contatou a mãe da suspeita para ficar com o menino, mas a avó negou, pois disse aos militares que já cuidava de outro filho dela e que tinha atritos com ela.
Na época do ocorrido, a suspeita disse à polícia que a criança acordou durante a madrugada dizendo que o irmão estava brigando com ela. A mulher, então, disse que pediu aos filhos que parassem e voltou a colocá-los para dormir. No dia seguinte, segundo a versão dela, a menina estava com o corpo frio, secreções na boca e mãos e pés retorcidos.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou a morte no local. De acordo com a PM, a médica que atendeu a ocorrência orientou a mulher a acionar os militares, afirmando que a morte não aparentava ser natural.
Durante o atendimento, um tio da criança relatou aos policiais que desconfiava da mãe e afirmou que a menina era saudável, ativa e feliz. Segundo ele, a suspeita costumava agredir os filhos. A cuidadora da criança confirmou a versão apresentada pelo familiar.
As informações foram registradas em boletim de ocorrência e encaminhadas à Polícia Civil (PC), que iniciou as investigações. Após a exumação do corpo, exames teriam constatado que a criança foi vítima de envenenamento. Com a confirmação, a Justiça expediu um mandado de prisão contra a mãe, que fugiu.
Segundo a PM, a mulher afirmou aos policiais que tinha conhecimento da investigação, mas negou participação no crime. Ela atribuiu a responsabilidade pela morte da criança à cuidadora e ao ex-companheiro, com quem mantinha relacionamento na época dos fatos. A suspeita foi encaminhada para a delegacia e permanece à disposição da Justiça.

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