MEDICINA

Telessaúde no Brasil: painel revela quase 8 milhões de atendimentos

Levantamento inédito mostra que 73% dos casos são resolvidos online; modelo de cuidado híbrido se consolida e expande por diferentes regiões do país

Telessaúde avança no Brasil com milhões de atendimentos, otimizando o acesso à saúde e a resolutividade por meio de plataformas digitais -  (crédito: Flow)
Telessaúde avança no Brasil com milhões de atendimentos, otimizando o acesso à saúde e a resolutividade por meio de plataformas digitais - (crédito: Flow)

Um levantamento inédito da Saúde Digital Brasil (SDB) aponta que a telessaúde já soma mais de 7,98 milhões de atendimentos realizados no Brasil. Os dados, compilados entre 2020 e 2025, fazem parte do Painel de Indicadores, desenvolvido em parceria com o Datalab da Serasa Experian.

O painel revela uma taxa de resolutividade de 72,96%, o que significa que a maioria das demandas de saúde foi solucionada no ambiente digital. Esse resultado dispensa a necessidade de encaminhamento para um atendimento presencial na maioria dos casos.

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O indicador mostra o potencial da telessaúde para ampliar o acesso à assistência, reduzir deslocamentos e diminuir a pressão sobre os serviços presenciais. A eficiência do sistema de saúde aumenta, especialmente em regiões com menor infraestrutura e poucos especialistas.

Os números também reforçam a consolidação do setor no período pós-pandemia. A saúde digital deixou de ser uma solução emergencial para se tornar um serviço recorrente e integrado à jornada de cuidado de pacientes, operadoras e instituições de saúde.

A teleconsulta representa 97% dos atendimentos monitorados, enquanto o telemonitoramento corresponde a 3%. Os serviços são realizados por canais como videoconferência, áudio e chat, consolidando um modelo de cuidado híbrido.

Diversidade de financiamento e expansão nacional

Os planos de saúde concentram 42% dos atendimentos, seguidos por benefícios corporativos, com 31%. O painel também registra atendimentos custeados por recursos públicos (8%) e particulares (1%).

Geograficamente, o Sudeste concentra a maior parte dos serviços. São Paulo lidera com 2,3 milhões de atendimentos, seguido por Rio de Janeiro (0,7 milhão), Minas Gerais (0,4 milhão), Santa Catarina (0,4 milhão) e Distrito Federal (0,3 milhão).

O volume no Distrito Federal se destaca pelo alto número em relação à sua população, o que reforça a adoção da saúde digital em diferentes contextos regionais. O painel também disponibiliza indicadores por 100 mil habitantes para acompanhar a penetração do serviço.

Para a SDB, o avanço da telessaúde depende da integração de sistemas e da geração de indicadores confiáveis. "O Painel fornece evidências fundamentais para orientar políticas públicas, embasar decisões de investimento e ampliar a compreensão do impacto real da telessaúde", afirma Carlos Pedrotti, presidente da entidade.

A Saúde Digital Brasil já trabalha na próxima atualização do painel, que irá incorporar os dados de 2026 e será disponibilizada no fim deste ano.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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postado em 01/06/2026 15:36 / atualizado em 01/06/2026 15:36
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