RIO DE JANEIRO

Julgamento sobre assassinato de Henry Borel chega ao seu décimo dia

Sentença pode sair ainda nesta quarta-feira (3/6), após debate entre defesa e acusação. Mãe e padrasto são réus pela morte do garoto, ocorrida em 2021

Julgamento do Caso Henry Borel é o mais longo do estado do Rio de Janeiro desde a reforma do Código de Processo Penal, em 2008 -  (crédito: Reprodução)
Julgamento do Caso Henry Borel é o mais longo do estado do Rio de Janeiro desde a reforma do Código de Processo Penal, em 2008 - (crédito: Reprodução)

O júri do caso Henry Borel foi retomado na manhã desta quarta-feira (3/6), chegando a seu décimo dia,  com debates entre a defesa e acusação do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior e Monique Medeiros, padrasto e mãe de Henry, que respondem pela morte do menino, ocorrida em março de 2021.

O julgamento começou por volta das 10h da manhã, no Segundo Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, e a expectativa é de que a sentença seja proferida ainda hoje. O caso já é o mais longo realizado no estado do Rio de Janeiro desde a reforma do Código de Processo Penal, em 2008. 

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Na fase do debate, a sessão pode durar até 10 horas, visto que o Ministério Público e os assistentes de acusação terão até três horas para apresentar aos jurados suas teses sobre o caso. A defesa dos réus terão o mesmo tempo. Por serem dois, os advogados precisarão dividir esse tempo entre as duas bancas de defesa. 

Após as sustentações iniciais, a acusação e defesas poderão fazer réplica e tréplica. Depois disso, os sete jurados, que formam o Conselho de Sentença, vão se reunir para decidir, por maioria, o destino dos réus. No último ato, a juíza Elizabeth Machado Louro anunciará a sentença. Somadas todas as manifestações, a fase de debates pode ultrapassar nove horas e se estender por grande parte de um dia de julgamento. 

Réus foram interrogados

Na terça-feira (2), no nono dia de julgamento, os réus foram interrogados. Monique foi a primeira, e depôs por seis horas, apresentando uma nova versão sobre a morte do filho. Segundo ela, Jairo seria responsável pela morte da criança, e o ex-companheiro deu a ela remédios para dormir no dia do falecimento de Henry. 

O depoimento do ex-vereador durou cerca de 8 horas, e ele só respondeu a perguntas da própria defesa. De acordo com ele, na madrugada do dia 8 de março de 2021, ele teria levado Henry ao hospital Barra D’Or por acreditar que o menino havia se engasgado. Sobre as acusações de agressões a ex-namoradas e também aos filhos delas, o réu foi enfático ao negá-las.

Desde o dia 25 de maio, início do julgamento, foram ouvidas 22 testemunhas de defesa e acusação, entre investigadores, peritos, médicos e familiares.  

*Estagiário sob supervisão de Victor Correia

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CY
postado em 03/06/2026 14:24
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