
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (9/7), a Operação Reduto, para apurar a suposta prática dos crimes de fraude a licitações, peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A ação contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO).
A apuração teve início em 2024, a partir de demanda da PF, após a CGU identificar possíveis irregularidades em licitações públicas, por exemplo, falhas no planejamento da contratação, fragilidades nos procedimentos de estimativa de preços apresentados pelas empresas, indícios de conluio entre as instituições privadas nas cotações oferecidas, e subcontratação que descumpria as regras do edital.
Com o aprofundamento das diligências, foi identificada a possível existência de duas frentes do mesmo esquema: uma focada em fraudes licitatórias e direcionamento de contratos públicos no município de Ariquemes (RO), e outra focada no desvio de recursos públicos por meio de contas de servidores do Poder Legislativo estadual.
As análises bancárias e fiscais revelaram uma movimentação financeira superior a R$ 9 milhões entre os investigados, valor incompatível com a capacidade econômica por eles declarada. Há suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Prisões
Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, sendo nova em Ariquemes, oito em Porto Velho (RO) e dois em Manaus (AM), além de dois mandados de prisão preventiva, ambos em Ariquemes, expedidos pelo Tribunal de Justiça de Rondônia.
Além disso, 11 servidores tiveram o exercício da função pública suspenso e estão proibidos de acessar prédios públicos. Também foi determinado o sequestro de bens móveis e imóveis e o bloqueio de ativos financeiros e criptoativos até o limite de aproximadamente R$ 9 milhões dos suspeitos de envolvimento nos crimes.
*Estagiário sob supervisão de Victor Correia

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