Crime

Juliette relembra feminicídio de amiga e faz alerta sobre misoginia

Influenciadora comentou a condenação do assassino de Clarissa e disse que o ódio contra mulheres não pode ser normalizado na sociedade

Feminicidio luta artigo -  (crédito: Caio Gomez)
Feminicidio luta artigo - (crédito: Caio Gomez)

A ex-BBB e influenciadora Juliette usou as redes sociais na noite desta segunda-feira (20/7) para comentar sobre a condenação do homem que assassinou a amiga Clarissa, vítima de feminicídio. Em um vídeo publicado no X, a paraibana afirmou que a sentença de 31 anos de prisão não apaga a brutalidade do crime e fez um alerta sobre a naturalização da misoginia na sociedade. 

Segundo Juliette, o assassino foi condenado a menos anos do que o número de facadas desferidas na vítima.  "O assassino da minha amiga Clarissa foi condenado a 31 anos de prisão, menos que o número de vezes que a esfaqueou. Foram 34", afirmou.

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Na publicação, a influenciadora também relatou detalhes do depoimento do condenado. De acordo com ela, o homem contou que, no dia do crime, os dois haviam ido à academia, almoçado juntos e, depois, iniciado uma conversa sobre a vida profissional dele. Clarissa teria demonstrado preocupação porque o companheiro faltava com frequência ao trabalho e chegou a ajudá-lo a enviar currículos.

Ainda segundo Juliette, o condenado afirmou que os dois discutiram durante a conversa e que, em seguida, foi até a cozinha, pegou uma faca e atacou a vítima.

A ex-BBB repercutiu ainda uma declaração dada pelo homem durante o processo. Questionado se o relacionamento era tóxico, ele respondeu que era "apenas com palavras". Para Juliette, a frase evidencia como comportamentos e discursos misóginos podem anteceder episódios extremos de violência.

"A palavra que desacredita, que controla, que diminui, mas também aquelas palavras sutis, mascaradas de liberdade de expressão, vão legitimando a misoginia e o ódio às mulheres", disse.

Ao final do vídeo, Juliette afirmou que o feminicídio não deve ser tratado como uma fatalidade isolada, mas como consequência de uma cultura que, segundo ela, ainda relativiza a violência contra as mulheres.

"Não basta condenar quem mata, é preciso não tolerar tudo aquilo que ensina, justifica e alimenta essa violência antes que ela encontre as mãos do próximo assassino", concluiu.

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postado em 20/07/2026 22:47 / atualizado em 20/07/2026 22:48
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