
O historiador, cientista político, ator e diretor de teatro Bernardo Mata-Machado morreu nesse sábado (25/7), em Belo Horizonte, aos 72 anos. Segundo pessoas próximas ao pesquisador, ele tratava um linfoma de Hodgkin e faleceu em decorrência da doença.
O velório será realizado nesta segunda-feira (27), das 9h30 às 13h30, no Cemitério Parque da Colina, em Belo Horizonte. O sepultamento está previsto para ocorrer em seguida, no mesmo local.
Formado em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Bernardo Mata-Machado construiu uma trajetória voltada à pesquisa, à gestão pública e às políticas culturais. Também atuou nas artes cênicas como ator e diretor de teatro.
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Com mestrado em Ciência Política pela UFMG, concluído em 1985, e especialização em Gestão e Cooperação Cultural Ibero-americana pela Universidade de Barcelona, Bernardo foi pesquisador da Fundação João Pinheiro.
Sua atuação esteve concentrada em temas como políticas públicas, história, economia, direitos culturais e sociedade, além de participar de debates e da formulação de políticas para o setor cultural.
Ao Estado de Minas, a professora e escritora Mirian Chrystus, coordenadora do grupo “Quem Ama Não Mata”, lembrou a trajetória de Bernardo Mata-Machado no teatro e em movimentos sociais desde a década de 1970. Segundo ela, o historiador participou, em 18 de agosto de 1980, do ato público realizado nas escadarias da Igreja São José, em protesto contra o assassinato de mulheres por seus companheiros. Anos depois, atuou ao lado dela na montagem de “O Encontro Marcado”, dirigida por Paulo César Bicalho. Mirian destacou que um dos momentos mais marcantes da trajetória de Bernardo nos palcos foi a interpretação de um longo monólogo na peça, apresentada em 1983.
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Para Mirian, Bernardo conciliou a atuação artística com a produção intelectual voltada à cultura. “Assim era Bernardo: intelectual progressista, homem sensível ao seu tempo. E com uma fina ironia”, afirmou. Ela também recordou que conheceu Bernardo nos anos 1970, quando ele encenava peças no Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFMG. Depois, segundo a professora, ele direcionou a carreira para a pesquisa e passou a contribuir para a compreensão da vida cultural de Belo Horizonte por meio de seus estudos e livros.

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