Tecnologia

Como o TSE audita as urnas eletrônicas? Conheça as etapas de teste

Do Teste Público de Segurança à cerimônia de lacração dos sistemas; veja o passo a passo dos mecanismos que garantem a segurança do voto no Brasil

O debate sobre a segurança das urnas eletrônicas é um tema recorrente no Brasil. Frequentemente, a discussão ignora uma série de procedimentos de auditoria e verificação que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza para garantir a integridade do processo eleitoral brasileiro.

Essas etapas ocorrem antes, durante e depois da votação, permitindo o acompanhamento por partidos políticos, entidades fiscalizadoras e qualquer cidadão. O objetivo é construir camadas de segurança que tornem o sistema transparente e confiável. Os mecanismos de fiscalização são projetados para verificar tanto o software quanto o hardware das urnas.

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Conheça as etapas de verificação

Teste Público de Segurança (TPS): Realizado meses antes das eleições, o evento convida especialistas em tecnologia para tentarem invadir os sistemas e encontrar falhas. O objetivo é identificar e corrigir vulnerabilidades antes que o software oficial seja finalizado. As descobertas são documentadas e as soluções aplicadas publicamente.

Cerimônia de lacração dos sistemas: Após os testes e ajustes, o código-fonte dos programas da urna é apresentado em uma cerimônia pública. Representantes de partidos políticos, do Ministério Público e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanham o processo em que os sistemas são assinados digitalmente e lacrados, garantindo que não serão alterados até o dia da votação.

Teste de Integridade: No dia da eleição, ocorre o chamado Teste de Integridade, também conhecido como votação paralela. Um número variável de urnas, definido por cada Tribunal Regional Eleitoral (TRE), é sorteado em todo o país, levado para a sede dos tribunais e submetido a uma votação auditada, filmada e aberta ao público. Os votos em cédulas de papel são comparados com o resultado digital emitido pela urna ao final.

Auditoria da votação eletrônica: Ao final da votação em uma seção eleitoral, cada urna emite o Boletim de Urna (BU), um extrato com o resultado de todos os votos registrados para cada candidato. Qualquer eleitor pode fotografar o BU ou escanear seu QR Code para comparar os dados com os resultados divulgados oficialmente pelo TSE. Além da via física, os dados de todos os Boletins de Urna também ficam disponíveis digitalmente no portal do TSE para consulta pública, garantindo a correspondência entre o que foi apurado na seção e o totalizado nacionalmente.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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