ELEIÇÕES 2026

CNMP faz primeira inspeção nos códigos-fonte das urnas eletrônicas no TSE

Visita técnica integra o Ciclo de Transparência Democrática. Entidades fiscalizadoras e partidos políticos têm até setembro para auditar os sistemas eleitorais

Cássio Sasaki da Silva (à esq.) teve acesso direto aos códigos e acompanhou demonstrações sobre o funcionamento interno da urna  -  (crédito:  Reila Silva/TSE)
Cássio Sasaki da Silva (à esq.) teve acesso direto aos códigos e acompanhou demonstrações sobre o funcionamento interno da urna - (crédito: Reila Silva/TSE)

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) realizou, nesta segunda-feira (6/7), sua primeira visita técnica ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. O objetivo foi a inspeção dos códigos-fonte dos sistemas eleitorais que serão operados nas eleições gerais de outubro. A atividade integra o Ciclo de Transparência Democrática, uma iniciativa da Justiça Eleitoral para garantir a auditabilidade e a confiança no processo de votação.

Durante a visita, o analista de Desenvolvimento de Sistemas do CNMP, Cássio Sasaki da Silva, teve acesso direto aos códigos e acompanhou demonstrações detalhadas sobre o funcionamento interno da urna eletrônica. A fiscalização abrangeu os sistemas responsáveis pela preparação da votação, transmissão dos boletins de urna, totalização dos votos e divulgação dos resultados oficiais.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

Segundo Rodrigo Coimbra, chefe da Seção de Voto Informatizado do TSE, a abertura desses códigos é um dos principais mecanismos de transparência, permitindo desclassificar o desenvolvimento dos programas e ampliar a segurança do pleito.

A inspeção dos sistemas eleitorais segue normas específicas e prazos ampliados para assegurar a participação das entidades fiscalizadoras no Ciclo de Transparência. Dentro desse cronograma, os códigos-fonte das Eleições 2026 já estão abertos para consulta pública desde outubro de 2025.

Os partidos políticos e as demais entidades legitimadas têm até setembro de 2026 para realizar as auditorias técnicas, prazo que se encerra no mês anterior à realização da Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais.

Esse intervalo mais amplo reflete uma mudança no histórico da norma: desde 2021, a legislação estendeu o período de análise para um ano antes do pleito, com o objetivo de garantir mais tempo para as fiscalizações.

Entenda

O CNMP não é a única entidade a realizar esse escrutínio. Outras instituições já iniciaram suas inspeções para o ciclo de 2026. O União Brasil foi o primeiro partido a inspecionar os códigos, em 25 de maio, seguido pelo Senado Federal, que realizou a inspeção em 10 de junho de 2026.

Já a Confederação Nacional do Comércio (CNC) se destacou como a primeira instituição do terceiro setor a participar, em 15 de junho, enquanto a Sociedade Brasileira de Computação (SBC) realizou a fiscalização em 24 de junho de 2026.

Além da análise de software, essas visitas permitem que técnicos conheçam os procedimentos de auditoria adotados pela Justiça Eleitoral, como os Testes Públicos de Segurança e a totalização informatizada.

  • Google Discover Icon
postado em 07/07/2026 11:13 / atualizado em 07/07/2026 11:15
x