
O Ministério da Saúde prorrogou, nesta quinta-feira (27/8), a permanência dos profissionais do primeiro ciclo do Projeto Mais Médicos Especialistas (PMM-E) em todo o país até fevereiro de 2027. Das 27 unidades federativas, apenas no Espírito Santo não foi prorrogado.
A pasta informou que a medida garante a atuação ininterrupta de médicos especialistas nos municípios até a publicação de um novo edital. A continuidade, segundo o governo, fortalece o objetivo central do programa: ampliar o acesso à atenção especializada e reduzir o tempo de espera da população por consultas, exames e cirurgias.
No Distrito Federal, quatro médicos especialistas estão em atividade e outros 11 profissionais chegam à capital federal nesta semana para reforçar o atendimento em quatro regiões administrativas.
Os especialistas atuam, especialmente, em anestesiologia, endoscopia digestiva e ultrassonografia mamária. A chegada de novos médicos reforça a assistência nas regiões administrativas e contribui para reduzir vazios assistenciais.
Em todo o país, o projeto já alcança 2 mil médicos especialistas, quatro vezes a meta inicial. Cerca de 500 são anestesiologistas, profissionais fundamentais para a realização de cirurgias, e 52% dos especialistas atuam no interior do país. Atualmente, 1.480 médicos estão em atividade, além de 451 profissionais que chegam nesta semana pelo 3º Ciclo do Projeto Mais Médicos Especialistas.
Para o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), Felipe Proenço, o Projeto Mais Médicos Especialistas é inovador e já está consolidado como uma política de formação e provimento de especialistas para o Sistema Único de Saúde (SUS). Proenço afirma ainda que o projeto tem melhorado a prestação de serviços, o que reforça a necessidade de prorrogação das atividades.
“A redução do tempo de espera está relacionada ao aumento do número de procedimentos realizados pelos especialistas. A produção é acompanhada por meio dos registros do Sistema de Informação Ambulatorial e do Sistema de Informação Hospitalar, além dos dados inseridos pelos profissionais em formação na Universidade Aberta do SUS’’, explicou.
*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro
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