
O recente pedido de recuperação judicial do Habib's, com dívidas que somam R$ 265 milhões, revisitou a forte conexão da marca com a memória afetiva de milhões de brasileiros. Antes de enfrentar dificuldades financeiras, a rede de fast food se consolidou como um ícone da cultura popular, marcando o lazer de famílias e jovens por quase quatro décadas com suas esfirras a preços acessíveis e um marketing inesquecível.
Fundada em 1987, a rede cresceu rapidamente ao apostar em uma estratégia agressiva de preços baixos, popularizada por campanhas de TV que se tornaram clássicos. Quem não se lembra do slogan “vinte e oito minutos” ou das promoções de esfirras por centavos, anunciadas pelo carismático “gênio”? Essa comunicação direta e bem-humorada transformou a marca em sinônimo de comida barata e acessível.
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As propagandas na televisão nos anos 1990 e 2000 eram um evento à parte. Com jingles cativantes e um apelo visual forte, o Habib’s construiu uma imagem de diversão e economia. A estratégia não apenas atraía clientes, mas também inseria a marca nas conversas do dia a dia, tornando-a parte do imaginário coletivo nacional.
Um ponto de encontro para todas as idades
As lojas do Habib's se tornaram mais do que simples restaurantes. Eram pontos de encontro para turmas de adolescentes depois da escola, o cenário de primeiros encontros e a solução para o almoço de domingo de muitas famílias. O espaço infantil, com os famosos "brinquedões", era um atrativo decisivo para pais que buscavam um programa completo e econômico.
Essa presença constante no cotidiano ajudou a solidificar a rede como um porto seguro para diferentes gerações. O cardápio, que ia além das esfirras e quibes, oferecendo beirutes, pizzas e sobremesas, abraçava gostos variados, reforçando seu papel como um local democrático e popular.
Agora, com o futuro incerto, a notícia da crise financeira resgata essa nostalgia. O Grupo Gennius, controlador da marca, aponta a pandemia, a alta dos juros e as mudanças no hábito de consumo como fatores para o momento delicado. Para o público, fica a lembrança de uma marca que não apenas vendeu comida, mas que também fez parte da história de vida de muita gente.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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