Operação Zona de Influência

Deputado do MDB é investigado pela PF por negociação com crime organizado na PB

Foram apreendidos R$ 220 mil em espécie e cumpridos sete mandados de busca e apreensão. A Justiça Eleitoral também determinou o afastamento de um secretário municipal de João Pessoa

Caio Roberto (MDB), deputado paraibano alvo de operação da PF 
 -  (crédito: Reprodução/Instagram)
Caio Roberto (MDB), deputado paraibano alvo de operação da PF - (crédito: Reprodução/Instagram)

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (29/9), a Operação Zona de Influência, que apura a suspeita de negociação de apoio político-eleitoral entre agentes políticos e integrantes de um grupo criminoso com atuação em comunidades da Paraíba. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral.

O deputado estadual Caio Roberto (MDB) e o secretário chefe do Procon de João Pessoa, Júnior Pires, são alguns dos alvos investigados pela PF. A informação foi confirmada pelo Núcleo de Política da Rede Paraíba de Comunicação.

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Durante a operação, foram apreendidos R$ 220 mil em espécie. Além disso, a Justiça Eleitoral determinou o afastamento cautelar do secretário por 90 dias. 

A diligência apura, na teoria, crimes eleitorais, organização criminosa, lavagem de dinheiro, domínio social estruturado e favorecimento ao domínio social estruturado, buscando aprofundar a apuração dos fatos e individualizar a conduta dos envolvidos. 

A Prefeitura de João Pessoa declarou, em nota, que ainda não foi oficialmente notificada acerca da decisão judicial que determinou o afastamento cautelar do servidor. O município disse que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e reafirmou sua confiança na Justiça e no devido processo legal.

De acordo com as investigações, integrantes da organização criminosa, que tinham controle territorial nas comunidades, teriam negociado apoio político e a autorização para que candidatos ingressassem nesses locais e realizassem atos de campanha.

Paralelamente, são investigados pagamentos a uma liderança do grupo, custeio de despesas de um centro comunitário e tratativas envolvendo cargos e empregos na Administração Pública, entre outros benefícios. 

*Estagiário sob a supervisão de Carlos Alexandre de Souza



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CY
postado em 29/09/2026 12:16 / atualizado em 29/09/2026 12:17
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