O Ministério Público de São Paulo prendeu o ex-diretor-geral da Diretoria Executiva da Administração Tributária (DEAT), André Weiss, e o advogado João André Buttini de Moraes. A investigação aponta ambos como líderes de uma organização criminosa que cobrava propina para liberar créditos tributários bilionários a grandes empresas.
O esquema, conhecido como "fura-fila" do ICMS, operou por vários anos na Secretaria de Estado da Fazenda e Planejamento de São Paulo, existindo pelo menos desde 2002. Por meio dele, companhias usavam atalhos criados por fiscais para receber antecipadamente os créditos, que eram muitas vezes inflados.
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Segundo os promotores, o grupo era dividido em um núcleo público e um privado. André Weiss, que era o terceiro na cadeia de comando da Secretaria da Fazenda, liderava o núcleo público. Já o advogado João André Buttini de Moraes era a peça central do núcleo privado.
A função de Buttini era captar grandes contribuintes, negociar os honorários e as facilidades indevidas. Ele também definia a parcela de cada integrante do esquema e entregava os valores ao grupo liderado por Weiss. Os investigadores afirmam que o advogado foi contratado por grandes varejistas e recebia altos valores por êxito, destinando parte do dinheiro para auditores fiscais.
A base da acusação é a delação premiada do auditor fiscal de Rendas Paulo Sérgio Siqueira do Prado, conhecido como "PP". Em seu depoimento, ele afirmou que Buttini teria pago aproximadamente R$ 13,6 milhões a André Weiss entre meados de 2021 e agosto de 2025.
O espaço segue aberto para manifestação dos citados.
*Com informações da Agência Estado
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
