
Um novo acordo entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e a Association of Universities for Research in Astronomy (Aura) ampliou a presença de cientistas no Legacy Survey of Space and Time (LSST). Conduzido pelo Observatório Vera Rubin, no Chile, o projeto mapeará o céu do hemisfério Sul durante 10 anos.
A parceria permite à fundação indicar 10 pesquisadores principais, acompanhados por até cinco pós-doutorandos e doutorandos cada. Ao todo, 60 cientistas terão acesso aos dados da iniciativa astronômica. Para viabilizar a cooperação, a FAPESP aportará uma contribuição anual de US$ 2,3 milhões.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
Leia mais
-
As imagens incríveis do Universo tiradas por novo telescópio revolucionário
-
Telescópio Roman da NASA inicia jornada para decifrar o universo
-
Supercomputador japonês recria a Via Láctea estrela por estrela
Transmissão de dados ultrarrápida
A participação paulista sustenta a infraestrutura de telecomunicações que envia informações do Chile para os centros de processamento nos Estados Unidos. O tráfego exige que as imagens obtidas no território chileno cheguem ao destino em sete segundos.
A Research and Education Network at São Paulo (Rednesp), mantida pela FAPESP, opera com capacidade de até 400 gigabits por segundo (Gbps). Essa velocidade supera os padrões usuais de mercado:
-
Redes residenciais dificilmente superam 1 Gbps;
-
Conexões empresariais avançadas alcançam 10 Gbps;
-
A Rednesp atua com transmissão até 40 vezes mais veloz.
A cada noite, o observatório gera cerca de 10 terabytes de dados e dispara de 7 milhões a 10 milhões de alertas sobre variações no céu. Para garantir segurança, o fluxo passa por dupla criptografia: primeiro por hardware e depois por software na saída, com procedimento inverso na chegada.
Saiba Mais
Alcance da pesquisa espacial
Instalado no Cerro Pachón, o telescópio Simonyi utiliza uma câmera digital de 3,2 bilhões de pixels e cobre 18 mil graus quadrados da esfera celeste. O levantamento investiga quatro frentes centrais:
-
Objetos do Sistema Solar, como asteroides;
-
Estudo da matéria escura e da energia escura;
-
Fenômenos do céu transiente, como supernovas e buracos negros.
Cinco pesquisadores principais atuaram na fase inicial do projeto: Luis Raul Weber Abramo, Riccardo Sturani, Claudia Lucia Mendes de Oliveira, Eduardo Serra Cypriano e Alex Cavaliére Carciofi. Uma nova chamada de propostas selecionará os profissionais que completarão o grupo paulista com acesso integral aos registros.
Com informações da Agência FAPESP
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
Brasil
Brasil
Brasil
Brasil
Brasil
Brasil