ASTRONOMIA

Acordo da FAPESP garante cientistas no Observatório Vera Rubin

Parceria inédita garante dados do maior levantamento astronômico do mundo para 60 pesquisadores paulistas conectados por rede ultrarrápida

O Observatório Vera Rubin, localizado no Cerro Pachón, Chile, onde o telescópio Simonyi mapeará o céu do hemisfério Sul por dez anos no projeto LSST -  (crédito: NSF-DOE Rubin Observatory/NOIRLab/SLAC/Aura/T. Matsopoulos)
O Observatório Vera Rubin, localizado no Cerro Pachón, Chile, onde o telescópio Simonyi mapeará o céu do hemisfério Sul por dez anos no projeto LSST - (crédito: NSF-DOE Rubin Observatory/NOIRLab/SLAC/Aura/T. Matsopoulos)

Um novo acordo entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e a Association of Universities for Research in Astronomy (Aura) ampliou a presença de cientistas no Legacy Survey of Space and Time (LSST). Conduzido pelo Observatório Vera Rubin, no Chile, o projeto mapeará o céu do hemisfério Sul durante 10 anos.

A parceria permite à fundação indicar 10 pesquisadores principais, acompanhados por até cinco pós-doutorandos e doutorandos cada. Ao todo, 60 cientistas terão acesso aos dados da iniciativa astronômica. Para viabilizar a cooperação, a FAPESP aportará uma contribuição anual de US$ 2,3 milhões.

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Transmissão de dados ultrarrápida

A participação paulista sustenta a infraestrutura de telecomunicações que envia informações do Chile para os centros de processamento nos Estados Unidos. O tráfego exige que as imagens obtidas no território chileno cheguem ao destino em sete segundos.

A Research and Education Network at São Paulo (Rednesp), mantida pela FAPESP, opera com capacidade de até 400 gigabits por segundo (Gbps). Essa velocidade supera os padrões usuais de mercado:

  • Redes residenciais dificilmente superam 1 Gbps;

  • Conexões empresariais avançadas alcançam 10 Gbps;

  • A Rednesp atua com transmissão até 40 vezes mais veloz.

A cada noite, o observatório gera cerca de 10 terabytes de dados e dispara de 7 milhões a 10 milhões de alertas sobre variações no céu. Para garantir segurança, o fluxo passa por dupla criptografia: primeiro por hardware e depois por software na saída, com procedimento inverso na chegada.

Alcance da pesquisa espacial

Instalado no Cerro Pachón, o telescópio Simonyi utiliza uma câmera digital de 3,2 bilhões de pixels e cobre 18 mil graus quadrados da esfera celeste. O levantamento investiga quatro frentes centrais:

  • Objetos do Sistema Solar, como asteroides;

  • Estudo da matéria escura e da energia escura;

  • Mapeamento da Via Láctea;

  • Fenômenos do céu transiente, como supernovas e buracos negros.

Cinco pesquisadores principais atuaram na fase inicial do projeto: Luis Raul Weber Abramo, Riccardo Sturani, Claudia Lucia Mendes de Oliveira, Eduardo Serra Cypriano e Alex Cavaliére Carciofi. Uma nova chamada de propostas selecionará os profissionais que completarão o grupo paulista com acesso integral aos registros.

Com informações da Agência FAPESP

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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postado em 16/10/2026 16:44 / atualizado em 16/10/2026 16:45
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