
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) denunciou episódios de racismo, ameaças e intimidação contra integrantes do povo Terena, em Mato Grosso do Sul, após o segundo turno das eleições. Segundo a entidade, indígenas relatam ataques dentro das próprias aldeias, incluindo ofensas racistas e tentativas de deslegitimar o direito das comunidades de participar do processo eleitoral.
Entre as denúncias estão relatos de indígenas chamados de “bugres” e de manifestações contrárias ao exercício do voto por integrantes dos povos originários. Os episódios se somam a acusações de que indígenas teriam sido impedidos de votar em escolas localizadas em territórios indígenas.
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A APIB repudiou as violações e cobrou a investigação das denúncias, a identificação e a responsabilização dos envolvidos. A organização também pediu medidas para garantir a segurança das comunidades, diante dos relatos de ameaças e intimidações.
Para a entidade, o direito à participação política deve ser assegurado a todos os cidadãos, sem discriminação étnica ou retaliação por posicionamentos políticos. A APIB defende que indígenas não sejam ameaçados ou constrangidos por exercerem seus direitos eleitorais.
As denúncias levantam preocupação sobre a segurança das comunidades Terena e o respeito aos direitos políticos dos povos indígenas no estado. Até que os episódios sejam apurados, a identificação dos responsáveis e a adoção de medidas de proteção são pontos centrais das reivindicações da organização.
O Correio entrou em contato com a Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, mas até a última atualização desta matéria não houve retorno. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.
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