Caso Ana Clara

Campanha solidária para mãe de Ana Clara arrecada mais de R$ 1,5 milhão

Objetivo da vaquinha virtual, segundo organizadores, é comprar uma nova casa para Cristiane e garantir cuidados especiais para o irmão da menina

Ana Clara foi morta pelo policial Bruno Delaroli enquanto brincava com o irmão, na comunidade de Pendotiba, em Niterói (RJ) -  (crédito: Reprodução/Redes Sociais)
Ana Clara foi morta pelo policial Bruno Delaroli enquanto brincava com o irmão, na comunidade de Pendotiba, em Niterói (RJ) - (crédito: Reprodução/Redes Sociais)

Uma vaquinha virtual para apoiar Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara Gomes Machado - morta por um policial militar em Niterói, em 2021 -, arrecadou mais de R$ 1,5 milhão em menos de cinco horas, nesta terça-feira (27/10). A campanha solidária foi lançada pelo projeto Revelando e o podcast Calma Urgente. 

O objetivo da vaquinha, segundo organizadores, é garantir uma moradia para Cristiane, além de cuidados especiais para o irmão de Ana Clara. Mais de 15 mil pessoas contribuíram, de acordo com o site. 

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Com o sucesso da campanha, o projeto Revelando fechou a vaquinha e alertou para que novas transferências não fossem feitas a outras pessoas pedindo doações em nome de Cristiane. A história da morte da criança e a luta por justiça da mãe foi um dos temas abordados pela série jornalística no Youtube.

Relembre o caso

Ana Clara foi morta por tiros de fuzil disparados pelo policial Bruno Delaroli, na comunidade de Pendotiba, em Niterói (RJ). A menina brincava junto do irmão quando foi atingida, em 2 de fevereiro de 2021. 

O policial afirma que revidou à 'agressão injusta de traficantes armados'. Testemunhas negam a versão de confronto na comunidade e afirmam que o policial foi avisado de que estava disparando em uma área de moradores.

Flávio Bolsonaro (PL), candidato às eleições presidenciais de 2026, integrou a equipe de defesa de Delaroli e assinou um recurso contrário à ida do policial à júri popular. 

Ele chegou a ser questionado sobre o caso durante um debate com o presidente reeleito Luís Inácio Lula da Silva (PT) antes do segundo turno. “Você era senador da República e foi interferir para que um policial que matou uma criança de cinco anos com uma bala de fuzil não fosse preso. Me explica porque você fez isso?”, perguntou o líder petista. Ao lamentar o caso, Flávio chamou Cristiane pelo nome da filha assassinada. 

O policial foi denunciado por homicídio qualificado com dolo eventual, quando se assume o risco do resultado. O julgamento de Delaroli, que deveria ter acontecido no dia 21 de outubro, ainda não tem outra data definitiva.

 

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postado em 27/10/2026 23:15 / atualizado em 27/10/2026 23:34
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