A Unidade Técnica Local (UTL) da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em São Jerônimo da Serra, no Norte do Paraná, foi atingida por um artefato explosivo na quinta-feira (8/10). A explosão danificou parte da entrada do prédio, mas não deixou feridos.
O ataque passou a ser investigado após o registro de um boletim de ocorrência pela própria Funai. A Polícia Federal (PF) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) também foram acionadas para acompanhar a apuração e identificar os responsáveis.
Segundo nota divulgada nesta sexta-feira (9/10) pelo Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e pela Funai, não havia servidores nem outras pessoas no local no momento da explosão, o que evitou vítimas.
Investigação em curso
As circunstâncias do ataque ainda estão sendo esclarecidas. A apuração deve determinar como o explosivo foi utilizado, quem participou da ação e qual teria sido a motivação.
No comunicado conjunto, os órgãos afirmaram que o caso será acompanhado em articulação com as forças de segurança e reforçaram que a violência contra estruturas públicas ligadas à proteção dos povos indígenas não será tratada como forma legítima de pressão.
“O MPI e a Funai seguirão acompanhando de perto os desdobramentos do caso, em parceria com as forças de segurança. O Estado brasileiro não se intimidará diante de tentativas de coação, não aceitará qualquer tipo de violência e continuará firme no cumprimento de seu dever constitucional de garantir e proteger os direitos fundamentais dos povos indígenas”, diz a nota.
