
O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) voltou a criticar a ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra ele por declarações sobre povos indígenas do Baixo Tapajós, no Pará. Em vídeo divulgado nesta quarta-feira (19/8), ele avalia que a medida é “bizarra” e uma tentativa de constrangê-lo.
O órgão pede R$ 500 mil em indenização por danos morais coletivos devido a publicações nas redes sociais consideradas discriminatórias contra 14 etnias indígenas. A ação aponta que cerca de 22 mil indígenas de Santarém, Belterra e Aveiro foram atingidos.
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De acordo com o MPF, Renan fez declarações com termos depreciativos contra os povos indígenas que ocupavam o terminal da empresa Cargill, em Santarém (PA), e protestavam contra medidas de desestatização de hidrovias amazônicas. Além disso, a pasta aponta que o candidato também questionou a identidade étnica das comunidades.
Para Renan, as manifestações indígenas são resultados de uma “política de sabotagem” em que ONGs e entidades utilizam povos originários e quilombolas como instrumento para dificultar o desenvolvimento econômico do país. “É bom que fiquem fazendo essas brincadeiras agora, mas essa farra vai acabar: tanto para o MPF, ONGs, supostas tribos indígenas que tem como negócio sabotagem do Brasil”, afirmou.
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O candidato à Presidência afirmou que, se eleito, apoiará a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar organizações que estariam financiando ações que prejudicam a infraestrutura e o desenvolvimento do país. “Não apenas vamos colocar CPI para cima dessa turma, como vamos investigar todas as ONGs que colocam dinheiro nesse tipo de sabotagem”, disse.
Renan Santos ainda prometeu uma rígida fiscalização sobre entidades nacionais e internacionais acusadas por ele de usarem comunidades indígenas e quilombolas para pressão política. Ele afirmou que organizações ilegais e políticos poderão ser banidos do país e ter seus responsáveis punidos pelas autoridades competentes.
Na terça-feira (18), Renan já havia criticado a ação do MPF e a chamado de "política da sabotagem" durante o 11º Fórum CNT de Debates – Edição Presidenciáveis. Durante o evento, ele afirmou que a mobilização seria estimulada por uma deputada indígena ligada ao petismo e ao PSol, com apoio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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