Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Notícias

Proprietário aluga casa de praia por temporada, volta ao imóvel após quatro meses e encontra móveis trocados, paredes modificadas e uma obra irregular feita sem qualquer autorização

Por Gabriel Leme
10/10/2026
Em Notícias
Obra e troca de móveis sem autorização escrita do dono violam o artigo 23 da Lei do Inquilinato

Obra e troca de móveis sem autorização escrita do dono violam o artigo 23 da Lei do Inquilinato - Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Alugar a casa de praia por alguns meses parece um bom negócio até o dia em que o dono abre a porta e não reconhece o imóvel. Móveis trocados, paredes alteradas e uma obra que ninguém autorizou formam um cenário possível na locação por temporada. A lei, porém, dá ao proprietário caminhos claros para exigir a restauração e cobrar os prejuízos.

O que a Lei do Inquilinato diz sobre obras sem autorização?

A lei proíbe esse tipo de intervenção. A Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/1991) determina, no artigo 23, que o inquilino não pode modificar a forma interna ou externa do imóvel sem consentimento prévio e por escrito do locador. Um “pode mexer” dito de passagem dificilmente substitui essa autorização formal.

O mesmo artigo obriga o locatário a tratar o imóvel com o cuidado de quem cuida do que é seu. Ele também precisa devolvê-lo no estado em que o recebeu, salvo o desgaste do uso normal. Derrubar parede, abrir vão ou erguer um cômodo novo fica muito longe disso.

Os móveis seguem a mesma lógica. Quando a casa é alugada mobiliada, o artigo 48 exige que o contrato descreva os móveis e utensílios e o estado em que se encontram. É essa lista que permite provar a troca.

Quatro meses ainda contam como locação por temporada?

Não pelo prazo original, porque a lei limita a locação por temporada a 90 dias, com ou sem mobília. Ela serve para lazer, cursos, tratamento de saúde, obras no imóvel do próprio morador e outras situações de tempo determinado.

Quando a casa é alugada mobiliada, a lista de móveis do contrato é a prova da troca
Quando a casa é alugada mobiliada, a lista de móveis do contrato é a prova da troca – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Se o prazo terminou e o locatário ficou mais de 30 dias sem oposição do dono, o artigo 50 presume a locação prorrogada por tempo indeterminado. Nesse cenário, o aluguel antecipado deixa de ser exigível e a retomada fica mais difícil. Por isso, quem aluga por temporada deve se manifestar por escrito assim que o contrato vencer.

Leia Também

Cortar árvores e cimentar o quintal sem autorização escrita do dono viola a Lei do Inquilinato

Proprietário aluga casa com amplo jardim e árvores antigas, retorna depois de dois anos e descobre que inquilino cortou duas árvores e cimentou parte do quintal para criar estacionamento improvisado

10/10/2026
rachaduras na parede por obra do vizinho

Vizinho começa reforma para ampliar a casa e parede do imóvel ao lado apresenta rachaduras semanas depois; proprietário reúne fotografias antigas, mas responsável pela obra afirma que os danos já existiam antes da construção

10/10/2026
Morar de favor na casa de um parente, mesmo por 15 anos, em regra não garante usucapião ao ocupante

Mulher deixa irmão morar gratuitamente em casa herdada dos pais falecidos, continua pagando IPTU durante 15 anos e nunca pede aluguel; ao decidir vender imóvel por R$ 620 mil, descobre que ele afirma ter adquirido direitos pela longa ocupação contínua

10/10/2026
Família que não conseguiu entrar no imóvel reservado por aplicativo vai receber a devolução de R$ 1.520,48 e R$ 8 mil por danos morais

Família aluga imóvel de R$ 1,5 mil por aplicativo, não consegue entrar na casa na viagem de lazer e Justiça obriga plataforma a devolver o valor e pagar R$ 8 mil

10/10/2026

Mesmo com a prorrogação, os deveres do inquilino continuam valendo. A obra sem autorização segue sendo infração, e o artigo 9º permite desfazer a locação justamente por infração legal ou contratual.

Reformas sem aval do dono costumam terminar numa disputa sobre quem paga a volta ao estado original. O CB Radar já mostrou um caso parecido em apartamento alugado.

LEIA MAIS NO CB RADARRECOMENDADO

Inquilino reforma cozinha e banheiro sem autorização e proprietário exige restauração completa ao fim do contrato➔

Benfeitorias feitas pelo inquilino geram direito a reembolso?

Na maioria das obras sem autorização, não. A Lei do Inquilinato separa as benfeitorias em três tipos, e só a necessária, feita para conservar o imóvel, pode ser indenizada mesmo sem aval do dono.

Fotos datadas, vistoria de entrada e notificação por escrito sustentam a cobrança de indenização pelos danos
Fotos datadas, vistoria de entrada e notificação por escrito sustentam a cobrança de indenização pelos danos – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

A diferença entre os tipos muda tudo na hora do acerto. O quadro abaixo resume o que os artigos 35 e 36 preveem quando o contrato não diz o contrário.

Benfeitorias na locaçãoLEI 8.245/1991
O que acontece com cada tipo de benfeitoria ao fim do contrato
Tipo Regra da lei
Necessária Indenizável mesmo sem autorização, com direito de retenção
Útil Indenizável apenas se autorizada pelo locador
Voluptuária Não indenizável; pode ser retirada se não afetar a estrutura do imóvel

Na prática, uma parede derrubada ou um cômodo erguido sem permissão dificilmente passa por benfeitoria necessária. Muitos contratos ainda trazem cláusula de renúncia ao reembolso, algo que a própria lei admite ao ressalvar a “disposição contratual em contrário”.

Como o proprietário pode cobrar a indenização pelos danos?

O caminho começa pela prova. Fotos datadas, a vistoria de entrada e a lista de móveis do contrato mostram o que mudou. O artigo 22 obriga o locador a entregar uma descrição minuciosa do imóvel quando o locatário pede, documento útil aos dois lados. Com isso em mãos, o dono notifica o inquilino por escrito e pede a restauração ou o pagamento dos reparos.

Sem acordo, a cobrança da indenização segue para a Justiça, de preferência com orientação de um advogado. Se você costuma alugar sua casa de praia, revise o contrato antes da próxima temporada e guarde cada foto da vistoria: é esse cuidado que vai pesar se algo der errado.

Quem tem imóvel alugado também enfrenta outra dúvida frequente: de quem é a conta quando um equipamento da casa quebra. Esse caso envolveu uma piscina.

LEIA TAMBÉM NO CB RADARTAMBÉM NO SITE

Família aluga casa com piscina, bomba quebra após poucos meses e proprietário e inquilino passam a discutir quem deve pagar…➔

Tags: benfeitoriasdireito imobiliárioindenizaçãoinquilinolei do inquilinatolocação por temporada
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados