Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Curiosidades

Proprietário deixa égua de raça em pensão de haras e descobre meses depois que o animal foi utilizado para reprodução sem autorização expressa

Por Gabriel Leme
24/10/2026
Em Curiosidades
Usar a égua da pensão em reprodução sem licença expressa do dono pode gerar perdas e danos ao haras

Usar a égua da pensão em reprodução sem licença expressa do dono pode gerar perdas e danos ao haras - Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Muitos criadores acham que, ao pagar a mensalidade de um haras, deixam o estabelecimento decidir tudo sobre o animal. Não é assim. A pensão é um acordo de guarda, e o caso costuma ser analisado pelas regras do depósito. O artigo 627 do Código Civil define o depósito como o recebimento de um bem móvel para guardar até que o dono o peça de volta. Colocar uma égua de raça em reprodução equina sem permissão clara foge desse acordo e abre espaço para cobrança.

O haras pode colocar a égua da pensão em reprodução sem aviso?

Não, se o proprietário não deu autorização expressa. O artigo 640 do Código Civil proíbe o depositário de se servir da coisa depositada sem licença expressa do depositante, sob pena de responder por perdas e danos. Cobertura por monta natural, inseminação e uso da égua como doadora de embriões são formas de uso do animal.

O contrato de pensão animal é o primeiro documento a ser lido. Se ele prevê só hospedagem, alimentação e manejo, a reprodução fica de fora. Uma conversa informal ou o silêncio do dono diante de uma proposta não substituem a licença expressa que a lei exige.

Cláusula escrita que proíba cobertura e inseminação sem autorização específica protege o dono da égua
Cláusula escrita que proíba cobertura e inseminação sem autorização específica protege o dono da égua – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Quem fica com o potro nascido de uma cobertura não autorizada?

Pelas regras do depósito, a cria acompanha a mãe. O artigo 629 do Código Civil obriga o depositário a cuidar do bem como cuidaria do que é seu e a devolvê-lo com os frutos e acrescidos quando o dono pedir. Como o potro é fruto da égua, o proprietário tem base legal para exigir os dois de volta.

A indenização pode incluir gastos veterinários, o tempo em que a égua saiu do plano de criação do dono e os prejuízos de um cruzamento indesejado. Em disputas sobre a origem de um animal, os papéis de cada cobertura pesam muito, e esse ponto aparece em outro conflito comum nos haras.

LEIA MAIS NO CB RADARRECOMENDADO

Criador paga R$ 12 mil pela cobertura da égua em haras e descobre, após exame de DNA, que o potro não é filho do garanhão contratado➔

Leia Também

Cuidar do sítio durante a ausência do dono não inclui ceder espaço para guardar máquinas de terceiros

Homem permite que primo cuide de sítio durante sua ausência e descobre que parte da propriedade foi usada para armazenar máquinas de terceiros

25/10/2026
A fechadura eletrônica com biometria pode ser questionada pelo condomínio se alterar o padrão visual da porta voltada para o hall

Morador instala fechadura eletrônica com biometria na porta do apartamento e o condomínio questiona mudança por alterar o padrão visual do andar

25/10/2026
Trinta anos de cano não tornam a nascente propriedade do vizinho, mas podem ter consolidado o direito de a água chegar à casa dele

Família compra chácara com nascente e descobre que o vizinho utiliza a água da nascente há mais de 30 anos para abastecer sua propriedade

25/10/2026
Móveis e eletrodomésticos mostrados nas visitas podem sumir antes da entrega das chaves se não estiverem previstos no contrato

Mulher compra apartamento mobiliado e, no dia de receber as chaves, percebe que vários eletrodomésticos e móveis mostrados durante as visitas foram retirados pelo antigo proprietário antes da entrega

25/10/2026

Registro genealógico depende de quem é o dono da matriz

No Brasil, o registro genealógico de animais domésticos é feito por associações privadas, sob orientação e fiscalização do Ministério da Agricultura. A regra vem da Lei 4.716, de 1965, regulamentada pelo Decreto 8.236, de 2014. O decreto descreve o registro como o assentamento das informações dos animais de interesse zootécnico e econômico.

Cada associação de raça segue um regulamento próprio, que trata, entre outros pontos, dos direitos e deveres dos criadores. O decreto também permite ao superintendente do registro suspender ou cancelar o registro de animais com base em fatos apurados. É na entidade da raça que o dono deve conferir se alguma cobertura ou nascimento foi comunicado em nome da égua.

Provas e caminhos para o dono da égua cobrar o haras

O primeiro passo é confirmar a gestação ou a cobertura com um médico-veterinário de confiança, com exame clínico e ultrassonografia, e anotar as datas. Depois, junte tudo o que mostre o que foi combinado e o que de fato aconteceu com a égua no haras.

Esses documentos servem para negociar e, se for preciso, para entrar na Justiça. Estes são os itens que costumam fazer diferença:

  • contrato de pensão animal, aditivos e comprovantes de pagamento;
  • laudos veterinários e imagens do ultrassom;
  • mensagens, fotos e vídeos trocados com o estabelecimento;
  • resposta da associação de raça sobre comunicações feitas em nome da égua.

Com esse material em mãos, o proprietário pode mandar uma notificação extrajudicial ao haras, pedindo explicações e a reparação dos danos. Se não houver acordo, o caminho é a Justiça, com apoio de um advogado ou da Defensoria Pública. O profissional também avalia se a relação pode ser tratada como de consumo.

Contrato, laudos veterinários e mensagens com o haras sustentam a notificação extrajudicial e uma eventual ação
Contrato, laudos veterinários e mensagens com o haras sustentam a notificação extrajudicial e uma eventual ação – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Como evitar que a égua seja usada em reprodução no haras?

A prevenção começa no papel. O contrato de pensão animal pode ter uma cláusula que proíba cobertura, inseminação, coleta de embriões e qualquer manejo de reprodução equina sem autorização escrita e específica. Também ajuda garantir o acesso do dono ao animal, exigir aviso sobre cio ou problemas de saúde e prever multa se o acordo for descumprido.

O cuidado mais importante é nunca deixar a autorização em aberto. Não assine formulários em branco nem procurações genéricas para a associação de raça, e confira de tempos em tempos o histórico da égua no registro genealógico. Se desconfiar de algo, procure um advogado antes de retirar o animal ou romper o contrato, para não perder provas nem direitos.

Para quem gosta de cavalos, a história da chegada deles às Américas também guarda boas surpresas. Essa trajetória começa com uma viagem de Colombo.

LEIA TAMBÉM NO CB RADARTAMBÉM NO SITE

Em 1493, Colombo levou os primeiros cavalos europeus para a América, e a história deles tomou um rumo que ninguém esperava➔

Tags: Código Civilcontrato de pensão animalharasregistro genealógicoreprodução equinavida no campo
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados