CB Poder

Presidente do SLU fala sobre a papel da população no descarte do lixo

Em entrevista ao CB Poder desta segunda-feira (22/11), Silvio de Morais Vieira defendeu a importância de conscientização dos moradores na destinação dos resíduos

Edis Henrique Peres
postado em 22/11/2021 18:55 / atualizado em 22/11/2021 18:55
Presidente do SLU, Silvio de Morais Vieira, é o convidado do CB Poder desta segunda-feira (22/11) -  (crédito: Reprodução/Redes Sociais)
Presidente do SLU, Silvio de Morais Vieira, é o convidado do CB Poder desta segunda-feira (22/11) - (crédito: Reprodução/Redes Sociais)

Por dia, o aterro sanitário do Distrito Federal (DF) recebe 2,5 mil toneladas de resíduos, sendo que 500 mil toneladas são de materiais recicláveis que não receberam o descarte correto. A informação é do presidente do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Silvio de Morais Vieira. “É uma questão de educação ambiental. A gente precisa entender que se o descarte é incorreto, o material vai parar no aterro sanitário. O material reciclável, por exemplo, poderia ser usado para alimentar as famílias dos catadores e das cooperativas que vivem disso”, afirma.

Para tentar sensibilizar a população, Silvio destaca que, a cada duas semanas, o SLU realiza uma mobilização, em conjunto com as regiões administrativas, para orientar os moradores. “Conversamos com e orientamos sobre o descarte correto. Isso tem sido bastante interessante e feito sucesso entre a população. Também orientamos que a população baixe o aplicativo SLU Coleta DF, já disponível para Android e IOS. Ele é super interessante, além da educação ambiental, pois explica o que pode ser descartado, ele orienta como encaminhar o material, realizar a separação e informa quais os dias de coleta convencional e seletiva”, detalha.

Silvio foi o entrevistado desta segunda-feira (22/11), pelo jornalista Lucas Móbille, do CB Poder — uma parceira do Correio com a TV Brasília. Durante a entrevista, o presidente do SLU destacou que, hoje, a capital federal conta com cerca de 300 papa lixos instalados. “São equipamentos semienterrados, onde a pessoa pode descartar seu lixo que não é reciclado. Até o ano que vem, nosso objetivo é chegar a 450 papa lixos. Além disso, temos os chamados papa entulhos que tem 1.000 m², onde o cidadão pode levar o seu resto de obra, sua poda de árvore e seu óleo de cozinha velho para o descarte correto”, conta.

Com o objetivo de conscientizar as crianças, Silvio conta que o SLU trabalha, em conjunto com a Secretaria de Educação, em um projeto piloto que será inserido nas escolas da capital do país. “Já conversei com a secretária Hélvia, da Educação. O projeto é um aplicativo que queremos em breve disponibilizar para as crianças para ver o resultado. Principalmente porque a criança é aquela que puxa a orelha do pai”, destaca.

Conscientização

Outras medidas são adotadas pelo SLU, como o projeto Cartão Verde. Silvio explica que os responsáveis pela coleta de lixo avaliam se os condomínios estão descartando nos dias corretos os resíduos convencionais e recicláveis. “O cidadão pode ganhar o cartão vermelho, verde e amarelo, como o jogo de futebol. Existe uma educação ambiental feita pelo SLU que explica para o prédio e condomínio como ele deve fazer o descarte e a separação dos resíduos. Com isso, o síndico começa a cobrar dos moradores o descarte correto e se eles adotam as medidas, recebem um selo verde, com um certificado. Há condomínios que ficam orgulhosos de terem esse selo verde de descarte correto”, finaliza.

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