VIOLÊNCIA CONTRA MULHER

Quem é o empresário rural preso por estupro, ameaça e golpes financeiros

José Neyton Gomes Melo, de 54 anos, foi preso na manhã desta sexta-feira (5/12). Investigações apontam que o homem dopava e agredia sexualmente mulheres vulneráveis

José Neyton Gomes Melo é suspeito de praticar diversos crimes contra mulheres -  (crédito: Cedido ao Correio)
José Neyton Gomes Melo é suspeito de praticar diversos crimes contra mulheres - (crédito: Cedido ao Correio)

Investigado por crimes de violência sexual, manipulação emocional, perseguição e golpes financeiros contra ao menos oito mulheres desde 2012, José Neyton Gomes Melo, de 54 anos, foi preso preventivamente na manhã desta sexta-feira (5/12). O autor dos crimes é dono de três empresas do ramo agropecuário — duas ativas e uma inativa — que somam R$ 360 mil em capital social.

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Antes de ser capturado, em um hotel de Brazlândia, o suspeito havia fugido para a Serra dos Aimorés (MG), depois de tomar conhecimento das denúncias mais recentes. O Correio apurou que, ao se instalar no município mineiro, o criminoso continuou aliciando possíveis vítimas pelas redes sociais e, antes de fugir, vendeu um comércio varejista de agropecuária, localizado no Incra 8.

As investigações mostram que José Neyton construía relações amorosas com mulheres em momentos de fragilidade emocional, e, após conquistar confiança, fazia empréstimos no nome delas, simulava financiamentos fraudados, usava indevidamente dados pessoais, solicitava cartões de crédito e mentia sobre a aquisição de bens. Uma das vítimas relatou que perdeu cerca de R$ 200 mil para o homem, após ele mentir sobre a compra de uma propriedade rural.

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Violência de vulneráveis

Além disso, Neyton é suspeito de violentar sexual e fisicamente as vítimas, em episódios nos quais as dopava com clonazepam, para manté-las insconscientes durante relações sexuais forçadas. As investigações apontaram que uma das mulheres sofreu lesões graves, que exigiram tratamento cirúrgico. No total, foram confirmadas duas vítimas desse crime, enquadrado como estupro de vulnerável, por estarem sedadas.

As mulheres relataram episódios de perseguição, com vigilância de endereço e de rotina, e episódios em que o autor utilizou armas de fogo para intimidá-las. Apesar de Neyton não possuir registro legal no Sistema Nacional de Armas, há múltiplos relatos de posse. O nome do investigado foi divulgado pela Polícia Civil com o objetivo de identificar outras possíveis vítimas.

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Os advogados que representam José Nayton, Raissy Marques e Hallef Henrique, afirmaram que o procedimento está em fase de investigação e em segredo de Justiça, de forma que a defesa irá se manifestar apenas em juízo.

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postado em 05/12/2025 19:27
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