
Na manhã deste sábado (3/1), Nilza Teixeira Soares, um dos nomes mais importantes da arquivologia brasileira celebra um século de vida. Para marcar os 100 anos dessa trajetória que une excelência técnica, fé e generosidade, a família promove uma missa de ação de graças no Santuário de Fátima, na 906 Sul, seguida de um almoço no salão da paróquia.
A celebração é um convite à memória, ao reconhecimento e à gratidão por uma mulher que ajudou a consolidar a arquivologia moderna no Brasil e, ao mesmo tempo, construiu uma história profundamente marcada pelo cuidado com as pessoas.
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Nilza ingressou na Câmara dos Deputados em 1956, por concurso público, e dedicou toda a sua carreira ao Centro de Documentação e Informação (Cedi). Ao longo de décadas, ocupou cargos estratégicos, como encarregada da Divisão de Arquivo, diretora da Coordenação de Arquivo e diretora do próprio Cedi, função da qual se aposentou em 1991. Durante o período da Assembleia Nacional Constituinte, esteve à frente da Coordenação de Arquivo, em um momento decisivo para a história institucional do país.
Além da atuação técnica, Nilza é amplamente reconhecida pela tradução do livro Modern archives: principles and techniques, do arquivista e historiador norte-americano Theodore R. Schellenberg, obra fundamental para a formação de gerações de profissionais no Brasil. Sua produção acadêmica, participação em cursos e estágios no país e no exterior reforçam a dimensão histórica de sua contribuição.
Para a família, celebrar o centenário é mais do que uma homenagem profissional. É reconhecer a mulher que sempre abriu as portas de casa e do coração. Aníbal Teixeira Fontes, sobrinho da centenária e economista afirma: “Ela representa força, orgulho e admiração, uma pessoa generosa e muito amada por todos."
A escolha da missa como forma de celebração reflete a essência de Nilza. “A ideia surgiu pela fé, religiosidade e pelos muitos anos de dedicação à Igreja”, explica o familiar. Dentro de casa, ela era sinônimo de acolhimento. “Bastava tocar a campainha que ela abrigava com amor. Não media esforços para oferecer melhores condições de vida às pessoas.”
As lembranças afetivas atravessam gerações: as viagens marcantes com os sobrinhos Nilton e Aníbal; a presença constante sempre que alguém precisava; as uvas verdes nos intervalos da catequese, recordadas pela sobrinha-neta Carolina; e o gesto de cuidado com a sobrinha Leca, ao custear um motorista em um momento delicado de sua vida. Histórias diferentes, todas unidas pela mesma marca: bondade e generosidade.
A família afirma que sempre teve plena dimensão da importância histórica de Nilza. “Temos orgulho imenso da sua trajetória profissional”, destaca. A homenagem reunirá familiares e amigos muito queridos, em um encontro marcado pela gratidão e pela fé.
Em uma frase, o sobrinho define o legado da centenária: “O legado de Nilza Teixeira Soares é o de unir excelência técnica e humana, consolidando a arquivologia moderna no Brasil enquanto viveu com profundo amor à família, espírito solidário e dedicação constante à Igreja e ao cuidado com o próximo.”
A missa de ação de graças é, acima de tudo, um convite a celebrar uma vida que atravessou um século deixando marcas duradouras — nos arquivos do país e, principalmente, na vida de todos que tiveram o privilégio de conviver com Nilza Teixeira Soares.
Serviço
Data: 3 de janeiro de 2026
Horário: 10h30
Local: Santuário de Fátima – 906 Sul, Brasília
Após a missa: Almoço no salão da paróquia
Evento aberto ao público
A celebração é aberta a familiares, amigos, ex-colegas de trabalho e a todos que desejarem prestar homenagem à trajetória e ao legado de Nilza Teixeira Soares.

Cidades DF
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