pedofilia

Líder religioso é preso por série de estupros contra crianças

Investigações revelam perfil de predador que aproveitava autoridade espiritual e confiança da comunidade para fazer vítimas

Menino sofria maus-tratos e tinha o corpo queimado com talheres -  (crédito: Pacífico/CB/D.A Press)
Menino sofria maus-tratos e tinha o corpo queimado com talheres - (crédito: Pacífico/CB/D.A Press)

Um religioso de 34 anos foi preso, nesta quinta-feira (22/1), acusado de utilizar sua posição de liderança religiosa para cometer crimes sexuais. O suspeito, que atuava como presbítero em uma igreja no Sol Nascente, foi localizado e detido pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) na cidade de Pintópolis, em Minas Gerais.

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As investigações revelam um perfil de predador que aproveitava a autoridade espiritual e a confiança da comunidade para fazer vítimas. Além de abusar de duas enteadas, o homem é acusado de estupro de vulnerável contra ao menos três crianças dentro do próprio ambiente da igreja onde exercia suas funções religiosas.

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Histórico de abusos

O histórico de crimes do presbítero estende-se por uma década, marcando diferentes núcleos de convivência:

  • Primeira enteada (2015-2017): Os abusos começaram quando a vítima tinha apenas 6 anos. O agressor esperava a companheira dormir para invadir o quarto da criança. O caso só foi denunciado em 2022.
  • Segunda enteada (2022-2025): Em um novo relacionamento, o homem repetiu exatamente o mesmo padrão, vitimando outra criança de 6 anos de idade.
  • Vítimas na Igreja: Aproveitando-se do livre acesso e do respeito que detinha na congregação, ele teria abusado de outras três meninas, na faixa dos 12 anos, nas dependências da instituição religiosa no Sol Nascente.


Prisão

O investigado possuía uma condenação de 32 anos de reclusão pelos crimes cometidos contra a primeira enteada. No entanto, ele recorria da sentença em liberdade e havia se deslocado para o estado de Minas Gerais, onde foi finalmente capturado.

O indivíduo foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça. Além da pena que já possui, ele responderá pelos novos inquéritos instaurados que apuram os abusos cometidos contra as demais crianças e adolescentes identificados pela DPCA.

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postado em 22/01/2026 22:21 / atualizado em 22/01/2026 22:39
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