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"UnB tem papel central no enfrentamento ao feminicídio", afirma reitora

Para Rozana Reigota Naves, educação, pesquisa e políticas públicas são centrais no enfrentamento às violências contra a mulher

Reitora da UnB, Rozana Neves participa do debate pela proteção das mulheres -  (crédito: Ed.Alves/CB/D.A Press)
Reitora da UnB, Rozana Neves participa do debate pela proteção das mulheres - (crédito: Ed.Alves/CB/D.A Press)

Sabemos que a educação é poderosa para mudar realidades. Em um cenário de alta nos índices de violência de gênero, com 11,3 mil ocorrências registradas no Distrito Federal no último ano, o CB Debate “Pela proteção das mulheres: um compromisso de todos” reuniu autoridades e especialistas para discutir estratégias de enfrentamento. Durante o evento, a reitora da Universidade de Brasília (UnB), Rozana Reigota Naves, destacou a importância de manter o problema social em evidência.

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“Colocar esse tema em discussão é fundamental, porque estamos vendo um crescimento dos dados de feminicídios e de violências contra a mulher de todas as naturezas. Dar visibilidade a isso é reafirmar que essas violências não podem ser aceitas nem naturalizadas e que precisamos mobilizar as instituições e a sociedade para o enfrentamento dessas questões”, afirmou.

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Segundo a reitora, a UnB tem papel central nesse processo. “A universidade contribui por meio da pesquisa, da formação e da atuação nas políticas públicas, mas também precisa se pensar internamente. A UnB é um microcosmo da sociedade e deve desenvolver suas próprias políticas de enfrentamento às violências, com tolerância zero ao assédio e avaliação constante das ações já existentes”, ressaltou.

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Pela proteção das mulheres: um compromisso de todos

O debate “Pela proteção das mulheres: um compromisso de todos” acontece hoje, a partir das 9h, no auditório do jornal (SIG), com transmissão ao vivo pelas redes sociais. A programação conta com dois painéis centrais: o primeiro, "Do discurso à ação", focado em políticas públicas com a presença de representantes do Ministério das Mulheres e do TJDFT; e o segundo, "O papel da sociedade", que abordará prevenção e engajamento coletivo com líderes comunitários e especialistas.

A iniciativa ganha relevância diante de um Brasil que, apenas no último ano, registrou 1.470 feminicídios. O encontro é aberto à participação do público, que poderá enviar perguntas presencialmente ou por meio do YouTube do Correio, contribuindo para a construção de caminhos efetivos de acolhimento e proteção às vítimas de violência no DF.

Onde pedir ajuda:

» Ligue 190: Polícia Militar (PMDF)

» Ligue 197: Polícia Civil (PCDF)

» Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher (Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres). Por esse canal, também podem ser feitas denúncias de forma anônima, 24 horas por dia, todos os dias.

Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deam):

» Deam 1: EQS 204/205, Asa Sul (atende todo o DF, exceto Ceilândia)

» Deam 2: St. M QNM 2, Ceilândia (atende Ceilândia)

» Ouvidoria das Mulheres (Conselho Nacional do Ministério Público): para encaminhamento de denúncias diretamente ao Ministério Público.
WhatsApp: (61) 9366-9229
Telefones: (61) 3315-9467 / 3315-9468

» Ouvidoria Nacional da Mulher (Conselho Nacional de Justiça): para questões e denúncias sobre o andamento de processos judiciais.
Telefone: (61) 2326-4615

Assista ao vivo o CB.Debate:

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JC
postado em 27/01/2026 10:26
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