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Ministra de Ciência e Tecnologia defende políticas públicas e mudança cultural contra violência de gênero

Em debate do Correio, ministra Luciana Santos afirma que enfrentar a violência de gênero exige políticas públicas firmes, autonomia financeira das mulheres e mudança cultural

Ministra Luciana Santos no CB.Debate
Ministra Luciana Santos no CB.Debate "Pela proteção das mulheres" - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

A necessidade de enfrentar a violência doméstica e de gênero como um fenômeno estrutural e cultural marcou a participação da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, no CB.Debate “Pela proteção das mulheres: um compromisso de todos”, promovido pelo Correio Braziliense. Ao Correio, a ministra destacou a importância da presença feminina em cargos de liderança, da autonomia financeira das mulheres e da atuação firme do Estado para romper o ciclo de violência.

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Questionada sobre o papel das mulheres em posições de liderança e os caminhos para enfrentar o que classificou como uma epidemia de violência, a ministra enfatizou que o problema vai além de medidas pontuais. “Não é um assunto simples de ser relacionado, enfrentado, é um fenômeno cultural, porque a cultura do machismo está em todo lugar e é necessário que a gente eleve a consciência da condição feminina, da opressão de gênero, da desigualdade que existe entre homens e mulheres”, disse.

Segundo Luciana Santos, a transformação passa por um conjunto amplo de políticas públicas. “Tem que ser política pública muito firme, muito forte, eficiente. Política de educação, de ciência e tecnologia, de saúde ou seja, um conjunto de iniciativas que promovam a condição feminina”, destacou. 

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A ministra ressaltou que a violência está enraizada em valores culturais que desumanizam as mulheres. “Entra na subjetividade, entra nos conceitos do machismo, que muitas vezes consideram a mulher uma propriedade do homem”, pontuou. “E isso faz com que a gente tenha esses casos que são casos de horror, porque são casos de perversidade, de ódio”, completou.

Luciana Santos alertou para o risco da naturalização desses crimes. “E a gente não pode achar que isso é natural. Quem ama não mata”, afirmou. Para ela, o enfrentamento exige envolvimento coletivo. “Nós precisamos cada vez mais levantar a bandeira dessa luta que todas nós temos que nos meter, romper até ditados, que a gente aprendeu desde criança, quem briga de homem e mulher não se mete a colher, tem que meter a colher”, defendeu.

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A ministra também criticou retrocessos institucionais recentes. “Nós não podemos naturalizar e normalizar um aumento de feminicídio. Infelizmente, nós vivemos um retrocesso, seja do ponto de vista de política pública, porque foi instinto, nada mais nem menos, o próprio Ministério das Mulheres”, disse.

Além da estrutura do Estado, Luciana Santos reforçou a centralidade do debate cultural. “Mas, para além da política pública, nós precisamos entrar no debate da cultura machista, elevar o nível de consciência de gênero para que esse ciclo se interrompa. Então, é um debate de ideias que é preciso se elevar”, afirmou.

A ministra destacou o papel dos meios de comunicação nesse processo. “Por isso, eu parabenizo o Correio Brasiliense. Os órgãos de comunicação têm um papel decisivo nisso para que a gente rompa com a cultura que é histórica e que, por isso mesmo, não é fácil de ser superada”, concluiu.

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O debate “Pela proteção das mulheres: um compromisso de todos” acontece hoje, a partir das 9h, no auditório do jornal (SIG), com transmissão ao vivo pelas redes sociais. A programação conta com dois painéis centrais: o primeiro, "Do discurso à ação", focado em políticas públicas com a presença de representantes do Ministério das Mulheres e do TJDFT; e o segundo, "O papel da sociedade", que abordará prevenção e engajamento coletivo com líderes comunitários e especialistas.

A iniciativa ganha relevância diante de um Brasil que, apenas no último ano, registrou 1.470 feminicídios. O encontro é aberto à participação do público, que poderá enviar perguntas presencialmente ou por meio do YouTube do Correio, contribuindo para a construção de caminhos efetivos de acolhimento e proteção às vítimas de violência no DF.

Onde pedir ajuda:

» Ligue 190: Polícia Militar (PMDF)

» Ligue 197: Polícia Civil (PCDF)

» Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher (Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres). Por esse canal, também podem ser feitas denúncias de forma anônima, 24 horas por dia, todos os dias.

Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deam):

» Deam 1: EQS 204/205, Asa Sul (atende todo o DF, exceto Ceilândia)

» Deam 2: St. M QNM 2, Ceilândia (atende Ceilândia)

» Ouvidoria das Mulheres (Conselho Nacional do Ministério Público): para encaminhamento de denúncias diretamente ao Ministério Público.

WhatsApp: (61) 9366-9229

Telefones: (61) 3315-9467 / 3315-9468

» Ouvidoria Nacional da Mulher (Conselho Nacional de Justiça): para questões e denúncias sobre o andamento de processos judiciais.

Telefone: (61) 2326-4615

Assista ao vivo o CB.Debate:

 

 

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postado em 27/01/2026 10:30
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