
A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Vera Lúcia Santana Araújo, defende que o combate ao feminicídio e à violência de gênero passa obrigatoriamente pelas urnas e pela ocupação de espaços de poder. Para a magistrada, participante do CB Debate "Pela proteção das mulheres: um compromisso de todos", é fundamental qualificar a representatividade feminina nas instâncias partidárias e institucionais. "É fundamental que a gente qualifique quantitativamente e qualitativamente a representação das mulheres na vida política, partidária, institucional, nos poderes legislativos e executivos", afirma, destacando que a sociedade deve eleger "defensoras reais de políticas públicas que assegurem a nossa vida", pontua.
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Sobre o papel do Judiciário e a eficácia das ações preventivas, Vera Lúcia destaca a importância de mecanismos que punam fraudes contra cotas de gênero e promovam o direito à vida política. No entanto, ela ressaltou que a proteção das mulheres não pode ser um projeto passageiro de gestões específicas, mas sim um compromisso permanente. "A gente precisa estabelecer uma política de Estado que garanta a vida das mulheres e a plenitude da cidadania por todas nós mulheres", ressalta a ministra, reforçando a necessidade de que as políticas construídas não sejam desmontadas em eventuais trocas de governo.
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Ao avaliar a iniciativa do CB.Debate, a ministra celebra o papel do Correio Braziliense como um agente mobilizador na capital federal. Segundo ela, a realização do encontro demonstra o compromisso do veículo de comunicação com a cidadania e com o enfrentamento ao recrudescimento da violência. "Eu imagino que isso venha a repercutir, acho que esse espaço de hoje deve fazer surgir propostas interessantes e fazer provocações, a fim de despertar a sociedade para essa responsabilidade coletiva que temos com a defesa da vida das mulheres", conclui.
Engajamento coletivo
O debate “Pela proteção das mulheres: um compromisso de todos” acontece hoje, a partir das 9h, no auditório do jornal (SIG), com transmissão ao vivo pelas redes sociais. A programação conta com dois painéis centrais: o primeiro, "Do discurso à ação", focado em políticas públicas com a presença de representantes do Ministério das Mulheres e do TJDFT; e o segundo, "O papel da sociedade", que abordará prevenção e engajamento coletivo com líderes comunitários e especialistas.
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A iniciativa ganha relevância diante de um Brasil que, apenas no último ano, registrou 1.470 feminicídios. O encontro é aberto à participação do público, que poderá enviar perguntas presencialmente ou por meio do YouTube do Correio, contribuindo para a construção de caminhos efetivos de acolhimento e proteção às vítimas de violência no DF.
Onde pedir ajuda:
» Ligue 190: Polícia Militar (PMDF)
» Ligue 197: Polícia Civil (PCDF)
» Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher (Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres). Por esse canal, também podem ser feitas denúncias de forma anônima, 24 horas por dia, todos os dias.
Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deam):
» Deam 1: EQS 204/205, Asa Sul (atende todo o DF, exceto Ceilândia)
» Deam 2: St. M QNM 2, Ceilândia (atende Ceilândia)
» Ouvidoria das Mulheres (Conselho Nacional do Ministério Público): para encaminhamento de denúncias diretamente ao Ministério Público.
WhatsApp: (61) 9366-9229
Telefones: (61) 3315-9467 / 3315-9468
» Ouvidoria Nacional da Mulher (Conselho Nacional de Justiça): para questões e denúncias sobre o andamento de processos judiciais.
Telefone: (61) 2326-4615
Assisto ao vivo o CB.Debate:

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