CB.DEBATE

Correio promove debate sobre desafios da saúde mental no país

Evento acontece nesta quinta-feira (29/1) no auditório do Correio Braziliense. O debate reunirá autoridades e especialistas para discutir prevenção, cuidado e políticas públicas diante do avanço dos transtornos mentais no país

Capa Evento Janeiro Branco: diálogos sobre a saúde mental no Brasil -  (crédito: CB Brands)
Capa Evento Janeiro Branco: diálogos sobre a saúde mental no Brasil - (crédito: CB Brands)

saúde mental se tornou um dos principais desafios de saúde pública no mundo. Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em setembro de 2025, apontam que mais de um bilhão de pessoas vivem com algum transtorno, sendo a ansiedade e a depressão as condições mais recorrentes. Neste cenário, o Correio Braziliense realiza, nesta quinta-feira (29/1), o evento “Janeiro Branco: diálogos sobre a saúde mental no Brasil”. O encontro acontece no auditório do jornal, a partir das 9h, e propõe uma reflexão sobre os fatores de adoecimento psíquico, os desafios da assistência e a construção de uma cultura de cuidado no país.

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O evento vai reunir autoridades e especialistas para fomentar o debate sobre autoconhecimento, prevenção e a construção de uma cultura de cuidado em âmbito nacional. A programação será dividida em dois painéis. O primeiro discutirá os fatores que contribuem para o adoecimento mental e os desafios na assistência à população. No segundo painel serão apresentados caminhos possíveis a partir da criação de espaços de escuta qualificada e de cuidado contínuo.

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A programação será transmitida ao vivo pelas redes sociais e pelo canal do jornal no YouTube. Ao final de cada painel, o público poderá participar com perguntas, tanto presencialmente quanto de forma online. As inscrições são gratuitas e estão disponíveis na plataforma Sympla.

Capa Evento Janeiro Branco: diálogos sobre a saúde mental no Brasil
Capa Evento Janeiro Branco: diálogos sobre a saúde mental no Brasil (foto: CB Brands)

Entre os painelistas da abertura e do primeiro painel estão a Coronel Ana Paula Barros Habka, comandante geral da Polícia Militar (PMDF), Fernanda Falcomer, subsecretária de Saúde Mental do DF, Ana Luíza Coelho, douta em em psicologia, Leandro Freitas, pós-doutorado em Neurociências, Lucas Benevides, médico psiquiatra.

No segundo painel, os especialistas que vão discutir a temática são: Carla Fragomeni, psicóloga, Helena Moura, psiquiatra e professora de Medicina da Universidade de Brasília (UnB) e Marcos Medeiros, psicopedagogo na Clínica Verse in.

A doutora em psicologia, Ana Luíza Coelho, que vai participar do CB.Debate nesta quinta, e antecipou a importância de ampliar a discussão do tema. Para a especialista, a discussão sobre saúde mental é urgente e deve ultrapassar o caráter pontual das campanhas. “Falar sobre saúde mental é importante o ano inteiro. Temos cada vez mais casos de acometimento e as pessoas estão reconhecendo mais a importância de pensar sobre os cuidados e as consequências”, afirmou.

A especialista destacou ainda que o período convida à autorreflexão. “É importante que as pessoas parem para pensar nas suas relações, sejam familiares ou de trabalho, nos hábitos que foram adquiridos ao longo do tempo e que podem ser modificados. É voltar o olhar para si e para o autocuidado”, explica.

Além dos números mundiais serem alarmantes, no Brasil, o cenário também preocupa. Números do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) indicam um aumento de 143% nos afastamentos do trabalho por transtornos mentais em relação a 2024. Além disso, apenas 46% dos municípios brasileiros contam com políticas ou programas de atendimento voltados à saúde mental, segundo dados da Série SmartLab de Trabalho Decente 2025.

Coelho avalia que, apesar dos avanços conquistados, ainda há muito a ser feito. “Deveriam existir mais campanhas, mais investimentos e mais políticas públicas. Muitas vitórias vieram por conta de movimentos sociais e da atuação de profissionais e pesquisadores, mas é fundamental ampliar o acesso para que toda a população possa se cuidar”, ressaltou.

Para ela, o foco precisa estar também na prevenção. “A saúde mental muitas vezes fica em segundo plano e só aparece quando há um trauma ou um quadro mais grave. É preciso investir em ações preventivas desde a infância, passando pela adolescência, fase adulta e envelhecimento, em todos os ambientes, como escola, trabalho e família”, acrescentou.

Serviço

Data: 29 de janeiro

Horário: a partir das 8h30 (Credenciamento) | 09h00 (Início)

Local: auditório do Correio Braziliense (SIG Qd. 2, nº 340)

Inscrição: deve ser feita mediante retirada de ingresso via Sympla

 

Onde buscar ajuda

  • Unidades Básicas de Saúde (UBS): o primeiro passo é buscar atendimento com um clínico-geral na UBS mais próxima, que pode encaminhar o paciente a um psicólogo ou psiquiatra;
  • Centros de Atenção Psicossocial (CAPS): oferecem atendimento especializado com equipes multidisciplinares;
  • Clínicas-Escola de psicologia: universidades que oferecem cursos de psicologia dispõem de clínicas onde alunos, supervisionados por professores, oferecem atendimentos gratuitos ou a preços acessíveis; e
  • Centro de Valorização da Vida (CVV): o CVV proporciona apoio emocional 24 horas por dia, por meio do telefone 188 ou pelo chat online no site oficial.

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DC
postado em 28/01/2026 11:05 / atualizado em 28/01/2026 12:05
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