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Leila Barros diz que faltam recursos para proteger as mulheres da violência

Senadora destaca a importância da colaboração entre poderes para proteger as mulheres e reduzir índices de violência

No evento “Pela proteção das mulheres: um compromisso de todos”, realizado pelo CB debate, nesta terça (27), a senadora Leila Barros (PDT-DF) enfatizou a necessidade de um compromisso conjunto entre os poderes legislativo e executivo para proteger as mulheres e combater a violência de gênero no Brasil. A parlamentar destacou os esforços do Legislativo em aprovar leis e fortalecer a rede de acolhimento, mas alertou que a falta de execução orçamentária do Executivo é um obstáculo para a efetivação dessas políticas.

A parlamentar, conhecida por seu projeto "Leila pelas Mulheres", ressalta que a criação de leis não é suficiente, sendo necessário garantir recursos para implementá-las. "É ineficaz ter candidatos a cargos públicos discursando sobre a causa sem que haja uma contrapartida efetiva do Executivo", afirma. Ela destaca a importância da colaboração entre os poderes para garantir a proteção das mulheres e combater a violência.

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Leila do Vôlei também lamentou a falta de execução orçamentária do Executivo, que impede a efetivação das políticas de proteção às mulheres. "Um poder isolado não é capaz de resolver o problema. É necessário que haja um esforço conjunto para atender às demandas da sociedade", declara. A senadora cita exemplos de projetos aprovados, como a lei contra o stalking e a inclusão de recursos para o fundo de segurança pública, mas alertou que a falta de compromisso do Executivo é um obstáculo para a redução dos índices de violência contra as mulheres.

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Pela proteção das mulheres: um compromisso de todos

O cenário da violência de gênero no Distrito Federal exige atenção urgente: em 2025, a capital registrou 11,3 mil casos de violência doméstica, uma média alarmante de 30 ocorrências por dia. O aumento de 9,4% em relação ao ano anterior, somado aos recentes casos que vitimaram uma adolescente e uma mulher idosa, reforça a necessidade de políticas públicas mais robustas e de uma rede de apoio que funcione preventivamente.

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Para enfrentar essa realidade, o evento organizado pelo Correio Braziliense reúne grandes nomes como as ministras Marina Silva e Luciana Santos, além de magistradas e especialistas. O primeiro painel focará na responsabilidade institucional do Estado, enquanto o segundo debaterá a mobilização social e a mudança cultural necessária para erradicar a violência contra a mulher.

Onde pedir ajuda:

» Ligue 190: Polícia Militar (PMDF)

» Ligue 197: Polícia Civil (PCDF)

» Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher (Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres). Por esse canal, também podem ser feitas denúncias de forma anônima, 24 horas por dia, todos os dias.

Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deam):

» Deam 1: EQS 204/205, Asa Sul (atende todo o DF, exceto Ceilândia)

» Deam 2: St. M QNM 2, Ceilândia (atende Ceilândia)

» Ouvidoria das Mulheres (Conselho Nacional do Ministério Público): para encaminhamento de denúncias diretamente ao Ministério Público.
WhatsApp: (61) 9366-9229
Telefones: (61) 3315-9467 / 3315-9468

» Ouvidoria Nacional da Mulher (Conselho Nacional de Justiça): para questões e denúncias sobre o andamento de processos judiciais.
Telefone: (61) 2326-4615

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