O Bloco da Tesourinha divulgou uma nota de repúdio contra a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF) após ficar de fora do edital que selecionou os blocos autorizados a desfilar no Carnaval DF Folia 2026. Criado em 2007, o grupo questiona os critérios adotados pela pasta e afirma que a decisão desconsidera a trajetória de blocos tradicionais do carnaval de rua de Brasília.
Na nota, a organização do bloco argumenta que o cadastro utilizado para o Carnaval 2026 repetiu o questionário dos anos anteriores e que, portanto, não houve mudanças que justificassem a exclusão. “Se há alguma diferença nas respostas, ela é de acréscimo por mais um ano de desfile”, afirma o texto. Para os organizadores, o fato de blocos antes aprovados terem sido excluídos agora demonstra fragilidade na argumentação oficial.
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Outro ponto criticado é a falta de transparência no processo. O Tesourinha afirma que a secretaria não disponibilizou a ficha de avaliação individual mesmo após “insistências dos blocos”. Isso, segundo a organização, teria inviabilizado a apresentação de recursos.
O Bloco da Tesourinha destaca também sua contribuição histórica para o carnaval brasiliense. Criado para celebrar o centenário do frevo, o grupo se apresenta desde os anos 2000 e é considerado um dos precursores dos pequenos blocos alternativos e das fanfarras que hoje ocupam as ruas do Distrito Federal, muitas vezes sem apoio financeiro do Estado.
A Secretaria de Cultura e Economia Criativa já havia informado que a análise das solicitações seguiu rigorosamente os critérios técnicos estabelecidos no edital e que tratou cada etapa com transparência e responsabilidade, tendo garantido espaço para o diálogo e para o direito aos recursos.
