
Detido após a agressão a um adolescente de 16 anos, o ex-piloto de Fórmula Delta Pedro Turra passará a cumprir a prisão em cela especial, sem prazo definido. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) durante a audiência de custódia realizada neste sábado (31/1). Enquanto estiver sob responsabilidade do Departamento de Polícia Especializada (DPE), ele ficará em cela privativa, medida motivada por relatos de ameaças contra sua integridade.
De acordo com o advogado Daniel J. Kaefer, a determinação busca resguardar a segurança física do investigado. Em nota, os advogados Daniel Kaefer e Eder Fior afirmaram que a defesa está “extremamente preocupada com a integridade física” de Pedro Turra e declarou estar “estarrecida com as espetacularizações perpetradas pelo delegado e agentes de polícia que diretamente desrespeitaram a decisão judicial de preservação da imagem do custodiado”.
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“Ao momento, que estes e demais pontos acerca da defesa serão levados às instâncias competentes para que se redignifique o devido processo legal”, diz ainda o comunicado divulgado pelos advogados.
Pedro Turra foi preso preventivamente na tarde de sexta-feira (30/1), acusado de lesão corporal gravíssima. A vítima da agressão, um adolescente de 16 anos, permanece internada em estado grave, entubada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular localizado em Águas Claras.
A prisão ocorre poucos dias após Turra ter sido liberado mediante pagamento de fiança. Ele havia sido detido na segunda-feira (26/1), mas deixou a prisão no dia seguinte após pagar R$ 24 mil. Segundo o delegado Pablo Aguiar, da 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), apesar de não possuir antecedentes criminais formais, o ex-piloto já esteve envolvido em outras situações de conflito.
Como a agressão aconteceu
O episódio teve início na noite de quinta-feira (22/1), em Vicente Pires (DF), após um desentendimento aparentemente banal. Segundo a apuração policial, Turra jogou um chiclete mascado em um amigo do adolescente. O jovem reagiu verbalmente, afirmando que não aceitaria esse tipo de atitude se fosse direcionada a ele. A troca de provocações rapidamente evoluiu para uma briga.
Vídeos gravados por pessoas que estavam no local registram o momento em que os dois trocam agressões físicas. Em uma das imagens, Turra desfere um soco que faz o adolescente cair e bater a cabeça contra um carro estacionado. O jovem perde as forças logo em seguida, e terceiros intervêm para encerrar a briga.
Com ferimentos graves, o adolescente foi socorrido e encaminhado ao Hospital Brasília, em Águas Claras. Durante o atendimento inicial, ele teria vomitado sangue. Desde então, permanece internado em estado grave, sob cuidados intensivos.
A Polícia Civil informou que Pedro Turra deverá responder por lesão corporal grave, mas ressaltou que a classificação jurídica do crime pode ser alterada, a depender da evolução do quadro clínico da vítima. Em depoimento, o ex-piloto afirmou que não teve intenção de causar ferimentos graves, disse que tentava se defender e conter a situação, além de ter pedido perdão ao adolescente e à família.
O caso que levou o jovem à UTI é apontado como o episódio mais grave envolvendo Turra, de 19 anos, até o momento. Com a repercussão da agressão, surgiram informações sobre pelo menos outras três ocorrências policiais registradas no Distrito Federal: uma denúncia anterior de agressão, uma briga de trânsito que terminou em violência física e um registro em que ele é acusado de ter coagido uma adolescente a consumir bebida alcoólica.

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