
Cinco anos após um crime que chocou moradores de Samambaia Norte pela extrema brutalidade, os dois homens acusados de participar do triplo homicídio ocorrido na QR 433 sentam-se no banco dos réus na quinta-feira (5/1), no Tribunal do Júri de Samambaia. Roberto Chaves de Souza e Steven Lacerda Magalhães Ferreira serão julgados pela morte de três homens executados a tiros após uma briga em um prostíbulo da região.
O crime aconteceu em 9 de janeiro de 2021 e foi noticiado em primeira mão pelo Correio. As vítimas — Ronaldo Silva Santos, Fabrício Fernandes Lopes de Menezes e Francimar Lopes — estavam em um Fiat Tempra quando foram surpreendidas por criminosos armados. Os três foram baleados e morreram ainda no local. Uma quarta pessoa, que também estava no veículo, foi atingida, mas sobreviveu aos disparos.
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As investigações conduzidas pela 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte) apontaram que o triplo homicídio teve início após uma discussão no Bar da Preta, um prostíbulo localizado em Samambaia. Segundo depoimentos colhidos pela Polícia Civil (PCDF), Ronaldo teria se envolvido em uma briga com Roberto Chaves de Souza dentro do estabelecimento, com troca de empurrões. Após o desentendimento, Roberto e Steven deixaram o local e passaram a perseguir as vítimas.
De acordo com a apuração policial, os acusados entraram em um Fiat Siena e seguiram o grupo. Ao localizar o veículo das vítimas, efetuaram diversos disparos. Três ocupantes morreram no local e um conseguiu sobreviver. Para a polícia, o ataque não foi aleatório, mas resultado direto da briga ocorrida minutos antes.
O delegado Marcos Miranda, responsável pelo caso, afirmou na época que o laudo pericial foi determinante para reforçar as autorias já apontadas durante a investigação. O exame revelou que um dos projéteis retirados do corpo de uma das vítimas foi disparado pela mesma arma usada em um homicídio ocorrido em 2020, no Recanto das Emas — crime que teve Steven Lacerda como autor. Outra arma utilizada no triplo homicídio teria sido adquirida por Steven cerca de um mês antes dos assassinatos.
Ainda segundo a PCDF, Steven possui diversas passagens e condenações por homicídio e é conhecido no meio criminoso. Roberto, por sua vez, aparece de forma recorrente associado aos crimes atribuídos a Steven. Ambos foram presos preventivamente durante uma operação em agosto de 2023.

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