
Após passar três anos foragido na França e integrar a lista de difusão vermelha da Interpol, Kelven Moreira da Silva foi condenado nesta terça-feira (3/1) pelo assassinato de Állef Luan da Silva, crime cometido em 2016, no Gama. O réu recebeu pena de 12 anos de prisão em regime inicial semiaberto, decisão contra a qual o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) já anunciou que vai recorrer.
O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri do Gama. Os jurados acolheram as qualificadoras apresentadas pela Promotoria de Justiça, reconhecendo que o homicídio foi praticado com meio cruel, devido ao número excessivo de golpes desferidos com instrumento semelhante a uma faca, e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, que foi subjugada antes do ataque.
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O crime aconteceu em 19 de junho de 2016, na Vila Roriz, Setor Oeste do Gama. Kelven, Állef e dois adolescentes estavam em uma festa quando uma discussão teve início após a vítima demonstrar interesse por uma das convidadas. Durante o confronto, Kelven, com o apoio dos adolescentes, golpeou Állef, que não resistiu aos ferimentos.
Após o assassinato, Kelven deixou o Brasil e se estabeleceu em Paris, na França. O paradeiro do acusado foi identificado a partir de publicações em redes sociais, o que levou à inclusão do nome dele na lista de difusão vermelha da Interpol, instrumento utilizado para localizar e prender foragidos procurados pela Justiça de outros países.
Kelven foi preso em Paris em 28 de março de 2019. Em fevereiro de 2020, a Justiça francesa emitiu parecer favorável à extradição, mas a defesa apresentou recursos, todos posteriormente negados. O réu foi extraditado para o Brasil em 6 de janeiro de 2023, permanecendo preso até o julgamento que resultou na condenação.

Cidades DF
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