Acidentes

Bombeiros registram mais de mil ocorrências com elevadores em 2025

Somente em janeiro deste ano, foram 84 casos. O mais recente foi na Colônia Agrícola Samambaia, onde duas pessoas ficaram feridas após equipamento cair do terceiro andar para o subsolo

Bombeiros orientam manter a calma, avisar pelo interfone e ligar para o número de emergência 193 -  (crédito: CBMDF/Divulgação)
Bombeiros orientam manter a calma, avisar pelo interfone e ligar para o número de emergência 193 - (crédito: CBMDF/Divulgação)

Dados do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF) apontam que, apenas em janeiro deste ano, foram registradas 84 ocorrências classificadas como "pessoa prensada em elevador" e "pessoa presa ou confinada em elevador". O levantamento indica que, em 2025, o número de atendimentos chegou a 1.101, superando os registros de 2024, que somaram 865 casos.

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O mais recente foi na Colônia Agrícola Samambaia, onde um elevador de um prédio residencial despencou, na noite da última terça-feira (3/02), e feriu uma mulher e um homem. O equipamento caiu do terceiro pavimento até o subsolo. Uma das vítimas sofreu trauma moderado em uma perna e foi encaminhada para uma unidade hospitalar, onde permanecia internada ontem. De acordo com os bombeiros, ela estava consciente, orientada e em estado estável. Um homem também se feriu após bater a cabeça, mas recusou o transporte para o hospital. Os outros seis ocupantes não apresentaram ferimentos.

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Segundo relato das vítimas, o elevador estava entre o segundo e o terceiro andar quando os oito ocupantes ouviram um forte barulho. Em seguida, o equipamento caiu até o primeiro subsolo do prédio. Os militares realizaram a retirada segura de todos os ocupantes.

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Segundo o síndico do Residencial Mirante Park, Bruno Vieira, o elevador tem capacidade máxima para seis pessoas ou 450 quilos, mas oito ocupantes entraram no equipamento. Ainda de acordo com ele, a manutenção do elevador está em dia, com a última vistoria mensal realizada em 19 de janeiro.

O síndico afirmou que o excesso de peso pode ter provocado o acionamento do sistema de segurança. "O elevador estava descendo do quinto andar para o térreo quando, devido ao peso, o freio foi acionado, causando um tranco. Apesar disso, o equipamento desceu normalmente e permanece íntegro. Apenas a porta do subsolo foi danificada para que os bombeiros pudessem prestar atendimento", explicou.

A estudante de fisioterapia Isabela Carvalho, de 27 anos, moradora do segundo andar do residencial, não estava no elevador no momento do acidente, mas relatou ter ouvido o barulho da queda. "Eu estava dormindo, mas consegui escutar o impacto", contou.

Moradora recente do prédio, ela afirma que, embora não tenha sido diretamente afetada, a situação trouxe transtornos à rotina. "A principal dificuldade agora é precisar usar as escadas, principalmente pela manhã, o que acaba sendo cansativo", relatou.

Orientação

Os bombeiros orientam que, em situações de pane ou acidente em elevadores, os ocupantes mantenham a calma e aguardem o resgate, evitando o pânico. A recomendação é utilizar o interfone ou o botão de emergência para contato imediato com a portaria. "Caso o interfone não funcione, a pessoa deve ligar diretamente para o número de emergência 193 e solicitar apoio", informa a corporação.

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Também é orientado que ninguém tente forçar as portas ou sair do elevador por conta própria, devido ao risco de queda ou esmagamento. A presença de idosos, crianças ou gestantes deve ser informada para priorização do resgate.

Manutenção

No Distrito Federal, a fiscalização da manutenção dos elevadores é realizada de forma compartilhada entre empresas especializadas, responsáveis pela manutenção preventiva mensal, e órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF), durante vistorias periódicas. Nesse contexto, o síndico é o principal responsável legal pela segurança do equipamento.

De acordo com o CBMDF, caso sejam constatadas irregularidades nas condições dos elevadores, podem ser aplicadas sanções como interdição do equipamento, multas administrativas, responsabilização civil com pagamento de indenizações e, em casos mais graves, responsabilização criminal do síndico, além de ações judiciais.

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postado em 05/02/2026 05:00
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