OPERAÇÃO

Criminosos usavam senhas de servidores para manipular mandados de prisão

Operação da PCDF identificou esquema que tentava alterar ordens no Banco Nacional de Mandados de Prisão usando credenciais legítimas de servidores públicos

Criminosos usavam senhas de servidores para manipular mandados de prisão
 -  (crédito: PCDF/Divulgação)
Criminosos usavam senhas de servidores para manipular mandados de prisão - (crédito: PCDF/Divulgação)

Uma operação policial identificou um esquema criminoso que usava senhas de servidores públicos para tentar alterar os mandados de prisão no sistema Banco Nacional de Mandados de Prisão. A ação, realizada nesta quinta-feira (5/2), contou com a participação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC/Decor), além das polícias e tribunais de Minas Gerais, Goiás e Santa Catarina, com apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos estados de Goiás e no Distrito Federal. As diligências tiveram apoio da Polícia Civil de Goiás (PCGO) e do Núcleo de Inteligência e Segurança do Tribunal de Justiça de Goiás (NIS/GO). As investigações apontaram que o grupo criminoso se aproveitava do acesso indevido às credenciais funcionais de servidores públicos para fazer consultas irregulares, cumprir indevidamente mandados de prisão no sistema judicial e até tentar forjar a emissão de ordens de prisão contra terceiros.

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Segundo a PCDF, não houve invasão direta aos sistemas judiciais. Os levantamentos técnicos indicaram que os suspeitos usaram, de forma criminosa, senhas funcionais legítimas de servidores públicos, o que possibilitou a manipulação de informações sensíveis. A prática comprometeu a legalidade de atos processuais e colocou em risco a confiabilidade do funcionamento do Sistema de Justiça, sendo considerada de extrema gravidade pelas autoridades envolvidas.

As irregularidades foram identificadas pelo CNJ, em conjunto com os órgãos de segurança pública, o que permitiu uma resposta para conter os danos e preservar a integridade das informações judiciais. A operação teve como objetivo reprimir práticas ilícitas que atentam contra a legalidade e a credibilidade dos sistemas judiciais, reforçando o compromisso das polícias civis com a segurança institucional e a proteção do Estado de Direito.

De acordo com a PCDF, o principal envolvido no esquema já havia sido identificado pela DRCC/DF em julho de 2025 e trata-se de um menor de idade residente no Distrito Federal. As investigações seguem em andamento para a completa elucidação dos fatos.

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postado em 05/02/2026 14:18
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