
O velório e o sepultamento de Ana Caroline Alves Louzeiro Lopes, de 23 anos, serão nesta quinta-feira (19/2), em Paranaguá (PI), cidade natal dela e dos pais. A jovem foi encontrada morta pelo companheiro, na casa onde moravam, no Recanto das Emas, na terça-feira (17/2). Em depoimento, homem disse que acordou e achou a mulher caída no chão, já sem vida. Ele acionou os agentes da 27ª Delegacia de Polícia e se apresentou de forma espontânea. Foi ouvido e liberado em seguida. O caso segue sob inestigação.
A Polícia Civil do Distrito Federal aguarda a conclusão dos laudos periciais para esclarecer a causa da morte. De acordo com o delegado Victor Oliveira, que apura o caso, o corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). Segundo ele, após o recebimento de informações preliminares não foram constatados sinais de agressão. "A perícia médico-legista não encontrou nenhum vestígio de sinal de violência no corpo dela, seja interna ou externa", declarou.
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O delegado explicou que, embora a ocorrência tenha sido inicialmente tratada como feminicídio, não havia elementos conclusivos que indicassem o crime. "O fato de ela ter sido encontrada morta na casa dele fez com que a gente, de início, seguisse o protocolo de feminicídio. Tomamos todas as providências, apesar de não termos certeza de que se tratava desse tipo de crime", ressaltou.
Exame
O delegado detalhou que o exame cadavérico ocorre por etapas. "Primeiro, uma análise macroscópica do corpo. Depois, uma análise microscópica dos órgãos, para entender qual foi a dinâmica da morte", explicou. De acordo com Oliveira, a polícia investiga a hipótese de ingestão de medicamentos. "Foram encontradas várias cartelas de medicamentos espalhadas pela casa, todas vazias. No banheiro, na cozinha e ao lado do corpo", revelou.
A perícia identificou vestígios compatíveis com medicamento no estômago da vítima. "O exame encontrou dois vestígios de papel alumínio (da cartela de blister) dentro do estômago. Mas vamos aguardar o laudo", acrescentou o delegado. Segundo ele, a polícia não descarta nenhuma linha de investigação. "Vamos aguardar o laudo, ouvir outras testemunhas e ver se tem imagens para que o inquérito seja concluído", completou.
Pandora
De acordo com familiares que não quiseram se identificar, a jovem era conhecida como “Pandora”, apelido que surgiu ainda durante a gestação de sua mãe, por causa de uma personagem da novela O Beijo do Vampiro (2002). Interpretada por Juliana Lohmann, a vampira mirim era filha de Mina (Claudia Raia) e Bóris (Tarcísio Meira) na novela. "Era a nossa pandorinha desde a barriga", contou o parente.
Segundo um tio de Ana Caroline, ela será lembrada pela família como uma menina “excelente, boa, tranquila, muito calma e divertida”. "Ela gostava de andar de moto pela cidade, não apenas como meio de transporte, mas como uma de suas maiores diversões ao lado dos amigos, no interior do Piauí. Com certeza fará muito falta", lamentou.

Cidades DF
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