Solidariedade e Transformação Social

Casa Azul Felipe Augusto recebe doações para transformar a vida de crianças e jovens

Com unidades em Samambaia, Riacho Fundo II, São Sebastião e Vila Telebrasília, a instituição oferece desde contraturno escolar até qualificação profissional, acumulando prêmios entre as 100 melhores ONGs do Brasil

Crianças participam das oficinas de música e dança da Casa Azul Felipe Augusto, que há 36 anos promove educação, cultura e inclusão social no Distrito Federal. -  (crédito: divulgação/casazulfelipeaugusto.)
Crianças participam das oficinas de música e dança da Casa Azul Felipe Augusto, que há 36 anos promove educação, cultura e inclusão social no Distrito Federal. - (crédito: divulgação/casazulfelipeaugusto.)

A dor da perda de um filho, em 1986, deu início a uma história que mudaria para sempre a vida de milhares de crianças e jovens do Distrito Federal. Com galpão improvisado, cozinha simples e uma quadra sem estrutura nasceu a Casa Azul Felipe Augusto, que hoje é referência em acolhimento e formação de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade.

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O que faltava em recursos, sobrava em afeto, criatividade e vontade de ajudar e acolher. Hoje, com mais de 36 anos de atuação, a Organização da Sociedade Civil (OSCs) sem fins lucrativos atende mais de 2 mil crianças, jovens e famílias nas comunidades de Samambaia, Riacho Fundo II, São Sebastião e Vila Telebrasília. 

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A Casa oferece oficinas de artes, teatro, música (flauta, percussão e orquestra), dança (balé e hip hop), esportes, informática, orientação pedagógica e qualificação profissional, além de acompanhamento psicossocial às famílias.

Além de estar entre as 100 melhores ONGs do Brasil seis vezes consecutivas, a OSCs já foi premiada como melhor instituição social na área de assistência social do Centro-Oeste, reforçando sua relevância. 

Confira alguns dos projetos desenvolvidos em cada eixo e idade: 

Crianças

A Casa atende crianças a partir dos 6 anos, com atividades de educação, cultura e esporte. Pelo programa Brincando e Educando, oferecendo oficinas de artes, música, dança, esportes e informática, além de acompanhamento pedagógico e alimentação.

Dentro do programa, há cinco projetos: o projeto Descobrindo o Mundo, em parceria com o Criança Esperança, trabalha literatura e robótica. Já o Art Vida, realizado com a Unesco, promove oficinas de dança e cultura, incentivando a socialização e a valorização da diversidade.

A Pietra Rodrigues Duarte, de apenas 11, conta ao Correio a importância que a Casa tem no seu desenvolvimento: "Aqui eu faço atividades que amo, como o balé e o hip hop. É um lugar onde eu me sinto verdadeiramente feliz. Foi aqui que fiz muitos amigos, cresci como pessoa, aprendi a lidar melhor com os meus sentimentos e a respeitar ainda mais as pessoas ao meu redor".

Adolescentes e jovens

Na adolescência e juventude, a Casa direciona o trabalho para formação cidadã e inserção profissional. O programa De Olho no Futuro reúne iniciativas como Coletivo Jovem, Sonhar para Voar, Alternativa Real e Aprendizagem, oferecendo cursos de capacitação, oficinas de literatura, cidadania e noções administrativas, além de encaminhamento ao mercado de trabalho como aprendiz ou empreendedor.

Entre os projetos, o Conexão Jovem Mercado desenvolve competências socioemocionais e digitais para a vida adulta, enquanto o Alternativa Real aposta em oficinas culturais e educativas para fortalecer vínculos e autoestima.

A Halice Monteiro Ramos, 16 anos, conta ao Correio que está na casa desde 2018, e o espaço constribuiu muito para seu aprendizado e trouxe novas possibilidades de carreira e futuro. "Em momentos em que me senti sozinha ou enfrentei dificuldades, encontrei apoio nos psicólogos, educadores e também nos amigos que fiz ali. Acredito que a Casa Azul é uma ONG que realmente transforma vidas", finaliza a jovem. 

Atendimento também a famílias

Atendendo também famílias e adultos, com foco em apoio psicossocial e geração de renda. O programa Construindo Vidas inclui o projeto Entrando na Roda, que oferece cursos gratuitos nas áreas de beleza, informática, artesanato, panificação e capacitação administrativa. A iniciativa conta ainda com o Serviço de Atendimento Psicossocial (SAP), formado por psicólogos e assistentes sociais que acompanham educandos e familiares.

"Minha história profissional não começou com um currículo, mas com o apoio que recebi na Casa, (...) aprendi que ser profissional vai muito além de cumprir tarefas. Lá, encontrei mentores que acreditaram no meu potencial antes mesmo de eu acreditar. Sou muito grato à Casa Azul por ser esse farol no DF. Graças a esse trabalho, hoje sou um profissional consciente e pronto para contribuir com a nossa sociedade", relata Guilherme Gonçalves Piotto Baby,  20 anos ao Correio.

Já o projeto Agora São Elas, em parceria com o Ministério das Mulheres, promove oficinas de artesanato e empreendedorismo para mulheres em situação de vulnerabilidade, incentivando a autonomia financeira. Inclusive neste mês de feveireiro o projeto está com inscrições abertas, com aulas uma vez por semana, voltadas à confecção de bolsas artesanais, direcionado a mulheres que já possuem noções básicas de corte e costura. 

A ex-educanda e palestrante voluntária Érika Rodrigues de Araújo Moura, formada em administração e pós-graduada, conhece mais de 15 países e afirma que tudo que ela conquistou hoje foi graças ao programa. "Foi ali que encontrei apoio, direcionamento e oportunidades que meus pais, devido às dificuldades financeiras, não teriam condições de me proporcionar sozinhos. A Casa Azul foi a base que me fortaleceu, acreditou em mim e me ajudou a enxergar que eu podia ir muito além", conclui a jovem de 25 anos. 

 

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Mulheres participam das oficinas do projeto Agora São Elas, que promove empreendedorismo e autonomia financeira para quem vive em situação de vulnerabilidade. (foto: divulgação/casazulfelipeaugusto.)

Como doar a Casa Azul Felipe Augusto

As regiões onde a casa está presente enfrentam desafios sociais e econômicos, mas também revelam forte potencial humano e comunitário. Nesse contexto, ampliar o acesso à cultura, à educação e à qualificação profissional torna-se essencial, especialmente onde políticas públicas não conseguem alcançar todas as demandas.

Para manter as atividades, a instituição conta com doações financeiras de qualquer valor ou mensais além da arrecadação de alimentos, roupas, brinquedos, materiais de limpeza, móveis e itens de construção. Empresas podem contribuir com recursos, firmar parcerias para contratação de jovens aprendizes ou apoiar projetos específicos. A organização também recebe voluntários interessados em colaborar nas ações sociais.

Para ajudar, entre em contato:

e-mail:atendimento@casazul.org.br  Telefone: 61 3359-2095 / 61 99678-7748

* Estagiária sob supervisão de Mariana Niederauer

 

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postado em 26/02/2026 16:32
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