
Em reunião com os deputados distritais nesta terça-feira (3/3), o presidente do BRB, Nelson de Souza, afirmou que, se o projeto não for aprovado, os 6,8 mil empregos dos servidores podem ser afetados - (crédito: Minervino Júnior/CB/DA Press)
A galeria do plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) está lotada de servidores do Banco de Brasília (BRB) e do Sindicato dos Bancários de Brasília. O grupo clama pela aprovação do PL 2175/2026, que prevê a capitalização do banco.
Dentro do plenário, há cerca de 200 servidores do banco e, do lado de fora, estão mais cerca de 200, que não conseguiram entrar. Os funcionários foram liberados pelo BRB para irem à Câmara reforçar o apoio ao projeto.
Os servidores têm colocado pressão e vaiado cada parlamentar que vai à tribuna criticar o projeto ou falar que vai votar contra. O grupo também tem apoiado com gritos e palmas os parlamentares que votam a favor.
O presidente da CLDF, Wellington Luiz (MDB), interferiu, por mais de uma vez, pedindo que os servidores respeitem as falas dos deputados.
Antes do início da sessão, servidores do banco realizaram um ato em frente à Câmara com carro de som pedindo a aprovação da proposta. O presidente Nelson de Souza, que participou do CB.Poder na tarde desta terça-feira (3/3), passou na manifestação para apoiar os servidores.
Há 17 anos como servidora do BRB, Talita Lunguinho, 40 anos, teme a perda do emprego tão esperado. “Hoje, eu me vejo numa situação que nunca vivi antes. A gente passa em concurso público para ter estabilidade, com expectativa de segurança financeira. Agora, estamos na contramão disso”, disse.
Ela e os mais de 200 servidores presentes no Plenário da Câmara aguardam ansiosos pela votação favorável à capitalização do banco, embora reconheça a divisão de opiniões por parte dos deputados. “O BRB tem muitos benefícios, é provedor de muitos projetos sociais. Temos receio da liquidação, da privatização”, destacou.
Em reunião com os deputados distritais na segunda-feira (3/3), o presidente do BRB, Nelson de Souza, afirmou que, se o projeto não for aprovado, os 6,8 mil empregos dos servidores podem ser afetados.
Caesb
Em menor quantidade, ocupam a galeria do plenário também servidores da Caesb e representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Purificação e Distribuição de Água e Tratamento de Esgotos do Distrito Federal (Sindágua). O grupo é contra a aprovação da proposta, porque o texto coloca um terreno da Caesb como garantia em possíveis empréstimos feitos pelo BRB.
“O lote da Caesb destinado nesse projeto de lei é a maior área operacional que nós temos, onde diversos serviços são executados lá, ou são base para equipes que executam o serviço no DF inteiro”, afirmou o diretor do Sindágua, Paulo Bessa. “Não se justifica a gente colocar em risco o saneamento público do DF”, completou.
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Por Mila Ferreira e Darcianne Diogo
postado em 03/03/2026 17:45 / atualizado em 03/03/2026 19:48
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