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Saiba quem votou a favor e contra o projeto de capitalização do BRB

Com todos os 24 parlamentares em plenário, o PL teve 14 votos favoráveis e 10 contrários

Sessão ordinária na Câmara Legislativa aprovou capitalização do BRB -  (crédito:  Minervino Júnior/CB/D.A Press)
Sessão ordinária na Câmara Legislativa aprovou capitalização do BRB - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press)

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) tornou-se palco de um embate intenso durante a votação do Projeto de Lei nº 2.175/2026, que visa a capitalização do Banco de Brasília (BRB). A medida foi aprovada em uma sessão marcada por gritos nas galerias, retirada de manifestantes pela polícia e divisões profundas entre os deputados distritais. Com todos os 24 parlamentares em plenário, o PL passou com 14 votos favoráveis e 10 contrários. 

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Votaram a favor: Wellington Luiz (MDB), Hermeto (MDB), Daniel Donizet (MDB), Doutora Jane (Republicanos), Eduardo Pedrosa (União), Iolando (MDB), Jaqueline Silva (MDB), Joaquim Roriz Neto (PL), Jorge Vianna (PSD), Martins Machado (Republicanos), Pastor Daniel de Castro (PP), Robério Negreiros (PSD), Pepa (PP) e Roosevelt Vilela (PL). 

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Votaram contra: Chico Vigilante (PT), Dayse Amarílio (PSB), Fábio Félix (PSOL), Gabriel Magno (PT), João, Cardoso “Professor Auditor” (Avante), Max Maciel (PSOL), Paula Belmonte (PSDB), Ricardo Vale (PT), Rogério Morro da Cruz (PMN) e Thiago Manzoni (PL). 

 03/03/2026. Crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press. Brasil.  Brasilia - DF. Sessão ordinária na Câmara Legislativa para aprovação de crédito para socorro financeiro do BRB.
Sessão ordinária na Câmara Legislativa aprovou capitalização do BRB (foto: Minervino Júnior/CB/D.A Press)

"Cheque em Branco"

Deputados contrários ao projeto, como Paula Belmonte (PSDB) e Fábio Felix (Psol), criticaram severamente a falta de transparência. Belmonte chegou a exibir um cheque simbólico, acusando o governo de não entregar os registros e avaliações completas dos imóveis envolvidos.

Felix reforçou a crítica, afirmando que a medida tenta "camuflar um rombo bilionário" e empurrar o problema para depois das eleições. Até mesmo parlamentares da base governista, como Thiago Manzoni (PL), votaram contra após o plenário rejeitar um pedido de esclarecimentos presenciais do presidente do banco.

"Infeliz Necessidade"

Por outro lado, defensores da medida como Roosevelt Vilela (PL) e Joaquim Roriz Neto (PL) argumentaram que, embora a solução não seja a ideal, ela é necessária para evitar a liquidação do banco. Vilela destacou que o foco deve ser "salvar o patrimônio de Brasília", enquanto Roriz Neto admitiu que os deputados estão "colocando a cara a tapa" para garantir a manutenção de milhares de empregos.

O clima de tensão não ficou restrito ao campo político. De um lado, servidores da Caesb, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos (Sindágua-DF), protestaram veementemente contra a proposta.

O temor da categoria é que terrenos da companhia sejam utilizados como garantia em empréstimos do banco, o que consideram um risco ao patrimônio público. A sessão chegou a ser interrompida quando dois manifestantes foram retirados pela Polícia Legislativa por interferirem nos discursos; um funcionário da Caesb foi detido.

Do outro lado, funcionários do BRB, por meio do Sindicato dos Bancários, ocuparam o plenário para defender a aprovação. Para eles, o projeto é a única via para garantir a sobrevivência e o fortalecimento da instituição financeira em um cenário de fragilidade.

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postado em 04/03/2026 10:58 / atualizado em 04/03/2026 11:00
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