
Um grupo criminoso investigado por aplicar o chamado golpe do “falso advogado” foi identificado nesta sexta-feira (6/3), após enganar uma idosa de 76 anos, a realizar transferências bancárias pensando que pagava despesas de um processo judicial. Ao todo, seis pessoas foram identificadas e indiciadas pelos crimes de estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As penas somadas podem chegar a 26 anos de prisão.
Segundo as investigações da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), os criminosos entravam em contato com as vítimas por aplicativos de mensagem e se passavam por um advogado responsável por processos reais. Com o nome e até a foto do verdadeiro profissional, os golpistas informavam que havia taxas ou valores urgentes a serem pagos para que o processo fosse concluído. Após serem induzidas, as vítimas realizavam transferências para contas controladas pela organização.
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No caso investigado, a idosa de 76 anos chegou a fazer uma transferência após acreditar que falava com seu próprio advogado. Os criminosos ainda tentaram convencer a vítima a realizar um segundo repasse, com um valor ainda maior, mas a fraude foi descoberta antes que a nova transferência fosse realizada.
Durante as investigações, a polícia identificou que parte das comunicações com a vítima partia de dentro de um presídio em Dourados, no Mato Grosso do Sul. Os responsáveis pelo contato direto com a vítima já cumpriam pena e continuavam a praticar crimes com aparelhos celulares dentro da unidade prisional. Do lado de fora do presídio, o esquema contava com um grupo responsável por movimentar e ocultar os valores obtidos com a fraude.
Entre os investigados está também uma advogada regularmente inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), apontada pela polícia como peça central na dissimulação da origem ilícita do dinheiro. De acordo com os investigadores, ela teria participado da administração e do repasse dos valores obtidos com o golpe.
A investigação foi conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Decor). A operação contou com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, com diligências realizadas nas cidades de Dourados e Juti.
A Polícia Civil alerta que o golpe do “falso advogado” tem feito vítimas principalmente entre pessoas idosas que possuem processos judiciais em andamento. A recomendação é que, ao receber qualquer pedido de pagamento por mensagem, mesmo acompanhado de documentos aparentemente oficiais, a pessoa entre em contato diretamente com seu advogado por um número já conhecido antes de realizar qualquer transferência. Denúncias de crimes cibernéticos podem ser feitas pelo telefone 197.

Cidades DF
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