INVESTIGAÇÃO

Fábio Felix aciona STF e pede investigação sobre relação entre Ibaneis e fundo Reag

O deputado distrital cita documento que indicaria vínculo econômico entre escritório do governador e o fundo, e pede apuração de possível conflito de interesses

Fábio Félix aciona STF e pede investigação sobre relação entre Ibaneis e fundo REAG
 -  (crédito:  Minervino Júnior/CB/D.A Press)
Fábio Félix aciona STF e pede investigação sobre relação entre Ibaneis e fundo REAG - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press)

O deputado distrital Fábio Felix (PSOL) enviou um ofício ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça solicitando a apuração de possíveis relações econômicas entre o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e um fundo de investimentos ligado ao grupo Reag. Segundo o parlamentar, há indícios de vínculo financeiro entre o escritório de advocacia do governador e o fundo Reag Legal Claims, posteriormente denominado Pedra Azul FIDC, entidade que teria interesse nas operações envolvendo o BRB e o Banco Master, investigadas na Corte.

No documento encaminhado ao STF, o deputado afirma que as operações entre BRB e Banco Master são alvo de investigações que apuram supostas irregularidades, como a venda de carteiras de crédito inexistentes e prejuízos bilionários que teriam levado o banco público a prever uma provisão contábil de cerca de R$ 2,6 bilhões. O parlamentar menciona ainda que a Polícia Federal conduz investigações relacionadas aos casos nas operações Compliance Zero e Carbono Oculto, que citam o Banco Master e o grupo Reag.

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De acordo com o ofício, um documento identificado como “Termo de Informação de Cessão”, datado de maio de 2024, indicaria uma relação econômica entre o escritório de advocacia do governador e o fundo ligado à REAG. O texto sugere que o escritório pode ter recebido recursos provenientes de grupos privados interessados nas transações entre o BRB e o Banco Master, que foram defendidas publicamente pelo governador.

O deputado também aponta possível conflito de interesses envolvendo a atuação de um diretor do fundo REAG Legal Claims. Segundo ele, o mesmo representante teria participado de uma assembleia de acionistas do BRB, representando outro fundo da Reag, na qual foi discutida a proposta de aquisição de participação do banco pelo Banco Master.

No ofício, Fábio Félix solicita que o STF determine diligências para verificar a existência de outras relações comerciais entre o governador e fundos ligados ao Master ou ao grupo Reag. O parlamentar pede ainda que seja apurado qual foi o valor recebido pelo escritório de advocacia de Ibaneis Rocha na cessão de honorários mencionada no documento e se o montante é compatível com valores praticados no mercado.

O documento foi protocolado no processo sigiloso que investiga o caso Master na Corte. 

Em nota, d defesa do governador Ibaneis Rocha esclarece que ele está afastado do escritório de advocacia desde 2018, "de modo que não possui informações sobre negociações realizadas quase seis anos após seu afastamento".

"Esclarece-se, ainda, que o governador Ibaneis nunca participou de quaisquer negociações com o Sr. Marcos Ferreira Costa, tampouco com outros representantes dessa empresa. Todas as informações que detém sobre o grupo foram adquiridas a partir de matérias de jornais, já no presente ano", concluem os advogados.

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postado em 10/03/2026 15:34 / atualizado em 10/03/2026 16:52
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