
Representantes de cerca de 20 entidades do Fórum de Defesa das Águas, do Clima e Meio Ambiente do DF estiveram no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), nesta terça-feira (17/3), acompanhados dos deputados distritais Gabriel Magno (PT) e Fábio Félix (Psol). O grupo protocolou uma nova representação e cobrou informações sobre o andamento de pedidos já apresentados ao órgão, questionando o uso de imóveis públicos para viabilizar a capitalização do Banco de Brasília (BRB), após os prejuízos oriundos de transações com o Banco Master. Eles se reuniram com a secretária-geral do órgão, Claudia Braga Tomelin, a quem entregaram o documento e solicitaram o agendamento de uma reunião com o procurador-geral.
O coordenador-geral do Fórum, Guilherme Jagano, afirmou que a mobilização busca acelerar a análise das ações relacionadas à Gleba A da Serrinha do Paranoá, um dos imóveis incluídos na lei sancionada pelo governador Ibaneis Rocha em 10 de março para socorrer o BRB. “Sentimos uma redução no ritmo, e nós temos pressa. O governo tem a máquina e o poder, enquanto o setor imobiliário está com pressa de ganhar dinheiro. Nós estamos com pressa de proteger o meio ambiente e as poucas áreas preservadas do Distrito Federal”, disse.
A presidente do movimento Preserva Serrinha, Lúcia Mendes, reforçou o pedido de suspensão de medidas envolvendo imóveis públicos e criticou a falta de informações sobre a situação do banco. “A gente veio trazer uma carta aberta e pedir celeridade ao Ministério Público para abrir uma nova ação e suspender a entrega desses imóveis. Estamos vivendo um momento angustiante, sem saber o tamanho do rombo do banco, enquanto há pressa para negociar áreas públicas”, afirmou. Ela também destacou a preocupação com o tempo das decisões. “A Justiça às vezes demora e, em outros momentos, pode ser rápida demais. Esperamos que a liminar seja mantida e que o debate continue com base em estudos técnicos”, completou.
O deputado distrital Gabriel Magno afirmou que a iniciativa busca ampliar a transparência sobre a situação financeira do Banco de Brasília (BRB). “A expectativa é de que o Ministério Público ingresse com uma ação no Tribunal de Justiça questionando a constitucionalidade da lei. Já houve requerimentos apresentados anteriormente e, agora, reforçamos esse pedido com mais uma representação”, disse.
A secretária-geral do MPDFT, Claudia Braga Tomelin, ressaltou a complexidade do tema e a necessidade de articulação interna. “São situações complexas, que realmente perpassam muitas promotorias. O Ministério Público está sempre de portas abertas, mas nem sempre conseguimos atender prontamente, pois não sabíamos previamente qual era o assunto”, afirmou. Ela garantiu o encaminhamento das demandas. “Vou acionar o gabinete do procurador-geral para organizar isso e agendar uma reunião. A ideia é que esse encontro ocorra o mais rápido possível”, declarou.

Cidades DF
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