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Secretária de Assistência Social cita novo concurso e reconhecimento à pasta

Segundo Ana Paula Marra, a nova seleção também terá cadastro reserva e edital deve ser divulgado este ano. A titular da pasta celebrou o reconhecimento com o Selo Betinho de combate à fome

 18/03/2026 Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF -  Ana Paula Marra, secretária de Desenvolvimento Social, é a entrevistada do CB.Poder -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
18/03/2026 Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF - Ana Paula Marra, secretária de Desenvolvimento Social, é a entrevistada do CB.Poder - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

A realização de um novo concurso público, a segurança alimentar e nutricional da população do DF e as ações para o combate à fome foram assuntos do CB.Poder — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília — de ontem, com a secretária de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), Ana Paula Marra. "Brasília cresceu além do planejado, e a nossa rede de proteção precisa acompanhar esse crecimento", disse ela aos jornalistas Sibele Negromonte e Ronayre Souza. No programa, a gestora celebrou, ainda, o reconhecimento do Governo do DF com o Selo Betinho, pelo trabalho no combate à fome.

Sobre o novo concurso autorizado pelo GDF com vagas para a Sedes-DF, além das Secretarias da Mulher (SMDF) e de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), a oportunidade é para 1.197 vagas, além de cadastro reserva, para técnicos e especialistas em assistência social.

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A secretária ressaltou que o edital está previsto para este ano e que a primeira chamada dos aprovados deve começar em 2027. Serão 563 cargos para candidatos de nível médio e 634 de nível superior, que terá, por sua vez, 12 especialidades, incluindo assistência social, psicologia, nutrição, comunicação social, administração, entre outros. 

Segundo Ana Paula, o objetivo é aprimorar o serviço da pasta, que exige novos servidores, unidades e equipamentos de assistência social para acompanhar o crescimento da população do Distrito Federal e índices de desigualdade social. "O nosso objetivo é reduzir essa desigualdade, que acaba afetando saúde, segurança pública e educação. Por isso, a assistência social é tão importante", destacou.

A secretária lembrou que a última seleção para a carreira foi em 2018, época em que a nomeação de servidores ficou congelada. Em 2020, na posse da gestão atual da Sedes, 1.121 candidatos foram chamados para a carreira. Segundo Ana Paula, a secretaria precisava de pessoal em todas as áreas de atuação. "O (concurso) de 2018 teve 314 vagas imediatas, e o que está sendo preparado para lançamento do edital, que sairá ainda neste ano, possui mais do que o triplo. Não tenho dúvidas de que irá melhorar a nossa rede de proteção social", assegurou.

Ações

O Distrito Federal foi condecorado, ontem, com o Selo Betinho, honraria concedida pela organização Ação da Cidadania a governos que atingem, ao menos, 70% das metas de combate à fome e transparência em políticas de segurança alimentar. O prêmio reconhece, entre outros parâmetros, a adesão ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) — uma rede pública de gestão que integra diversos níveis de governo, garantindo a execução das políticas de segurança alimentar. "Não é só sobre o Prato Cheio e restaurantes comunitários", comenta Ana Paula, acrescentando que o bom funcionamento do Sisan também inclui uma articulação local que ofereça alimentação saudável à população.

Na esfera distrital, o GDF possui uma câmara intersetorial local, que une todos os órgãos envolvidos na pauta do combate à fome e articula políticas integradas. "A Secretaria de Agricultura, por exemplo, investe na agricultura familiar, com a produção de verduras e frutas por pequenos produtores. O desafio do governo é pegar esse alimento saudável e colocar na mesa da família que mais precisa", disse a secretária.

A política integrada permite que "cestas verdes", compostas por alimentos saudáveis, sejam entregues aos beneficiários do Cartão Prato Cheio, na merenda escolar da rede pública, nas refeições dos hospitais públicos e dos restaurantes comunitários, garantindo a segurança nutricional da população do Distrito Federal.

Já no combate direto à fome, o objetivo da Sedes é erradicar a insegurança alimentar grave no DF, quando a pessoa não sabe o que comerá a cada dia. Esse grave problema afeta, hoje, aproximadamente 4% da população. De acordo com Ana Paula, a secretaria busca novas iniciativas para distribuir alimentos a  pessoas em situação de vulnerabilidade. "Já temos muita oferta e, agora, precisamos alcançar toda a demanda. Por isso, expandimos os restaurantes comunitários para todas as regiões administrativas com índice de insegurança alimentar grave", afirma a gestora.

Dentre os programas de combate à fome no DF, a secretária destaca o Prato Cheio — que oferece crédito financeiro no valor de R$ 250 e, atualmente, atinge 130 mil famílias — e os 18 restaurantes comunitários em diferentes regiões administrativas, que oferecem café da manhã, almoço e janta.

Outro destaque da gestão atual da Sedes, segundo Ana Paula, é a criação dos Hotéis Sociais, um local de repouso no período da noite para a população de rua. Até o momento, são duas unidades, no Plano Piloto e em Taguatinga, cada uma com 200 vagas. Os equipamentos recebem beneficiários com seus animais de estimação. A secretária explica que o projeto funciona em paralelo aos Centro Pop, onde os moradores de rua são acolhidos durante o dia e podem guardar pertences, tomar banho e se alimentar.

À noite, um ônibus leva alguns desses beneficiários ao Hotel Social. Para a gestora, esse tipo de ação é essencial para a inserção social das pessoas em vulnerabilidade, dando endereço e suporte para que possam buscar a inserção no mercado de trabalho.

*Estagiário sob a supervisão de Tharsila Prates

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postado em 19/03/2026 05:00
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