
O Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) realizou, neste sábado (21/3), um mutirão de atendimentos voltado à saúde da mulher, com a oferta de mais de 800 procedimentos em um único dia. A ação integra o programa Dia E — Ebserh em Ação e tem como objetivo reduzir filas no Sistema Único de Saúde (SUS), reunindo pacientes já regulados para consultas, exames e cirurgias em diversas especialidades.
Ao longo do dia, foram realizados atendimentos como exames de mamografia, tomografia, densitometria óssea, coletas de preventivo, além de inserções do Implanon, cirurgias vasculares, procedimentos oncológicos e consultas em áreas como oftalmologia, pneumologia e gastroenterologia. A mobilização ocorre simultaneamente em hospitais universitários de todo o país e faz parte de uma estratégia nacional para ampliar o acesso da população a serviços especializados.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a dimensão da iniciativa em nível nacional. “Estamos fazendo o maior mutirão da história do SUS dedicado à saúde da mulher. São mais de 230 mil procedimentos em todo o Brasil, com mulheres que já estavam na fila sendo chamadas para cirurgias, exames e atendimentos especializados”, afirmou. Segundo ele, a ação também reforça políticas públicas voltadas à prevenção e ao cuidado integral. “O SUS está do lado das mulheres. Não é só sobre presente, é sobre garantir dignidade, cuidado e defesa da vida”, completou.
No Distrito Federal, o secretário de Saúde, Juracy Cavalcante, ressaltou a ampliação do acesso a métodos contraceptivos de longa duração. “O Implanon é uma conquista importante para o SUS na qualificação do cuidado com as mulheres. Já realizamos mais de mil implantes no DF e, neste mutirão, também contamos com unidades básicas de saúde oferecendo o procedimento”, disse. Ele também destacou o esforço conjunto para reduzir o tempo de espera. “Há um trabalho em rede entre os gestores para ampliar o acesso e diminuir as filas por cirurgias e exames”, afirmou.
De acordo com o gerente de atenção à saúde e diretor técnico do HUB, Rodolfo Borges de Lira, o mutirão é uma resposta direta a um dos principais desafios do sistema público. “Esse é um evento que acontece em todo o país e dialoga com a necessidade de reduzir filas e barreiras de acesso. Aqui no HUB, ofertamos cerca de 800 atendimentos para contribuir com esse problema que afeta o Brasil inteiro”, explicou. Segundo ele, a ação atingiu as expectativas e demonstra a capacidade do hospital de ampliar atendimentos, inclusive em dias e horários alternativos. “A cada edição, o hospital se torna mais preparado para esse tipo de mobilização”, disse.
Entre as pacientes atendidas, a moradora de Planaltina Angélica Maria Pereira da Silva, de 45 anos, aproveitou a oportunidade para atualizar um cuidado de saúde que vinha adiando. “Eu já sabia que precisava de óculos, mas os meus estavam vencidos há dois anos e eu estava esperando uma oportunidade mais econômica”, contou. Para ela, iniciativas como essa fazem diferença no acesso à saúde. “É muito importante, principalmente para as mulheres. Esse tipo de projeto ajuda muito quem não tem condições de pagar”, afirmou.
Coordenado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e alinhado ao programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, o “Dia E” mobiliza 45 hospitais universitários federais em todo o país. Em 2025, a iniciativa realizou mais de 99 mil procedimentos, sendo cerca de 5 mil apenas no HUB. Para este ano, a expectativa é ampliar ainda mais os atendimentos, consolidando a estratégia como uma das principais ações de enfrentamento às filas no SUS.

Cidades DF
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