
Brasília comemora nesta quarta-feira (1º/6) o 29º aniversário da faixa de pedestre. O Departamento de Trânsito (Detran-DF) preparou um evento especial: a partir das 5h30 haverá uma grande blitz educativa na travessia entre o Sesi Lab e a Biblioteca Nacional, na área central. A ação ocorre junto ao projeto Café na Faixa.
A data foi estabelecida em 1997 como marco de um grande pacto entre os órgãos de segurança viária e a população da capital federal, salvando milhares de vidas no trânsito do DF. Segundo o Detran-DF, há cerca de cinco mil faixas de pedestre nas vias urbanas do DF, e todas elas foram reformadas em 2025. Em 2026, cerca de 10% das faixas já foram restauradas até agora, afirma o órgão. Todos os locais de travessia têm sinalização vertical de advertência (placas) que facilitam a identificação de uma faixa mesmo ao longe, permitindo ao condutor tempo hábil para reduzir a velocidade e redobrar a atenção com o pedestre.
No ano anterior, em 1996, o Correio protagonizou a campanha Paz no Trânsito, contribuindo ativamente para a travessia segura.
“A faixa de pedestre já é considerada como patrimônio cultural imaterial do Distrito Federal em 2024. Ele só vem reforçar a importância da utilização da faixa por pedestres e o respeito por todos os condutores a este pedestre que atravessa na faixa. Temos muito o que comemorar, sim, mas também temos muito ainda o que fazer”, afirmou a gerente de Ação Educativa de Trânsito do Detran-DF, Magda Brandão.
Ela orienta. “Ao se aproximarem de uma faixa, façam com cautela e façam sinal de vida, que é aquele gesto, o famoso sinal de vida mesmo. Esse sinal de vida é para alertar o condutor sobre a intenção que você tem de atravessar.Quando eu faço o gesto, eu estou alertando, estou chamando a atenção para mim, que sou a parte mais fácil do trânsito.”
Mortes no trânsito
Nesses 29 anos, a frota de veículos aumentou em 260%, passando de 605 mil para os atuais 2.179.850, afirmou o Detran. Apesar disso, a quantidade de mortes por atropelamento no DF caiu 70,7% — de 266 ocorrências em 1996 para 78 em 2025, sendo quatro delas em faixa de pedestre não semaforizada (5%).
Dados levantados pela Gerência de Estatística do Detran-DF apontam que, em 2025, três mortes foram registradas em faixa não semaforizada em Ceilândia e uma no Recanto das Emas. Das 72 mortes fora da faixa, 40 ocorreram em rodovias e 32, em vias urbanas. O dia da semana com maior quantidade de mortes por atropelamento foi a quarta-feira, com 14 casos cada, somando 36% do total de vítimas; e o período da noite, entre 18h e 23h59, foi o horário com maior quantidade de ocorrências (41%).
Durante todo o mês de abril, mais ações educativas estão programadas para reforçar o compromisso do condutor e do pedestre com o respeito à vida no trânsito. As ações contam com apresentação teatral, palestras em empresas públicas e privadas, abordagens com entrega de material educativo em vias públicas e blitzes educativas direcionadas tanto para condutores quanto para pedestres. Também haverá reforço no programa Café na Faixa, nas faixas não semaforizadas em locais de grande fluxo.

Cidades DF
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