O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antonio de Souza, afirmou que a instituição não está medindo esforços para reaver recursos e fortalecer sua estrutura financeira. A declaração foi dada após mais de 12 horas de reunião no plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), nesta segunda-feira (2/3), quando deputados discutiram a situação do banco e o projeto de lei 2.175/2026, que trata da capitalização da instituição.
“Foi uma reunião bastante esclarecedora. Entendo que os deputados precisam formar convicção. Trouxemos todas as informações necessárias para que eles possam votar de maneira contundente para que o BRB se torne cada vez mais sólido e forte. Tenho certeza de que sairemos disso tudo com um banco com muito mais solidez do que vinha antes”, destacou Nelson.
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Ao ser questionado sobre o valor do prejuízo do banco, ele informou que o BRB foi "bastante conservador" na definição do valor. "A provisão indicada pelo Banco Central, órgãos de controle e auditorias independentes é de aproximadamente R$ 8 bilhões e o aporte de capital é na faixa máxima de R$ 6,6 bilhões", respondeu. "Mas nós temos um menu de opções de aporte. Temos subsidiárias que podemos vender participação, temos a carteira do Master de R$ 21,9 bilhões, que ainda não vendemos nada, e podemos fazer um Fundo de Investimento de Direito Creditório", detalhou.
Nelson informou, ainda, que o banco entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para que todo fluxo financeiro das carteiras que estão no BRB, foram adquiridas pelo Master e estão indo para o liquidante venham para o BRB. "Pedimos, também, que as carteiras que estão em posse do liquidante e são oriundas do Banco Master venham para nós, e isso nos dá liquidez. Já foi deferido e o liquidante tem 48 horas para dar um retorno."
O presidente ressaltou que, em média, o banco vendeu cerca de R$ 5 bilhões em ativos de originação própria, sempre seguindo critérios técnicos e instâncias de governança. Segundo ele, questionamentos feitos por parlamentares referem-se, principalmente, ao valor-eixo de imóveis, informação que será anexada ao projeto de lei com detalhamento de endereços e valores.
Impacto social
O presidente do Sindicato dos Bancários, Cristiano Severo, defendeu a importância estratégica da instituição para a economia local. “Não é uma discussão apenas sobre o BRB, é uma discussão republicana sobre qual Brasília nós queremos”, afirmou.
De acordo com ele, o banco injetou cerca de R$ 80 bilhões na economia brasiliense, especialmente para pequenos e médios empreendedores. Severo também destacou que parte dos lucros da instituição reforça o Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev), com repasse recente de R$ 170 milhões.
“Todos os deputados devem olhar com preocupação para essa situação. É possível que servidores tenham contribuído a vida inteira para se aposentar e, se não houver cuidado agora com o BRB, a previdência deles pode ser colocada em risco. A população mais vulnerável estará em risco com a descontinuidade do BRB”, alertou.
Nesta terça-feira (3/3), haverá uma reunião do Colégio de Líderes, onde os deputados definirão se votam o projeto esta semana.
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